Rope Jump: menino ferido antes de morte de Maria Eduarda; indiciada
Rope Jump: menino ferido antes de morte; indiciada

Três meses antes da morte de Maria Eduarda em um salto de rope jump, um menino de 9 anos já havia se ferido em outra atividade organizada pelo mesmo grupo em Limeira (SP). A organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, foi indiciada por homicídio qualificado. Testemunhas relataram tentativas de ocultar provas nos dois casos.

Acidente anterior com criança

Em março de 2026, durante um salto de rope jump em Limeira, um menino de 9 anos sofreu ferimentos após uma falha no sistema de segurança. O vídeo do acidente, obtido pelo Fantástico, mostra o momento em que a criança cai de forma abrupta, sendo segurada apenas por uma corda de segurança secundária. A equipe responsável era a mesma que, em junho, realizaria o salto que resultou na morte da jovem Maria Eduarda.

Investigação e indiciamento

A Polícia Civil de São Paulo concluiu que a organizadora Evelyne dos Santos Gonçalves agiu com dolo eventual, assumindo o risco de causar a morte. Segundo o delegado responsável, "ela tinha pleno conhecimento das condições inseguras do equipamento e mesmo assim autorizou a realização dos saltos". O indiciamento por homicídio qualificado foi baseado em laudos periciais que apontaram falhas graves no sistema de ancoragem e na ausência de equipamentos de segurança obrigatórios.

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Tentativa de ocultação de provas

Testemunhas afirmaram que, após a morte de Maria Eduarda, a organizadora tentou esconder peças do equipamento e alterar registros de manutenção. Em depoimento, um ex-funcionário disse: "Ela pediu para jogar fora as cordas usadas e disse para não contar para ninguém". A polícia apreendeu materiais na casa de Evelyne que podem comprovar a adulteração.

Impacto e próximos passos

A família de Maria Eduarda, de 22 anos, prestou queixa e acompanha o caso. O advogado da família afirmou que "a justiça precisa ser feita para que outras vidas não sejam perdidas por negligência". A organizadora permanece em liberdade provisória, mas a Justiça de São Paulo deve decidir sobre a prisão preventiva nos próximos dias. O caso reacende o debate sobre a regulamentação de esportes radicais no Brasil.

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