Um homem de 35 anos foi preso na terça-feira (16) no bairro Residencial Integração, em Uberlândia, suspeito de usar as redes sociais para divulgar mensagens relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Militar (PM), ele é apontado como um dos articuladores da facção na região.
Como ocorreu a prisão
A prisão ocorreu após o Setor de Inteligência da PM interceptar a publicação feita pelo suspeito em uma rede social. O nome do preso não foi divulgado pela polícia. Na postagem, ele lamentava a morte de dois integrantes da organização criminosa e pedia apoio ao alto comando da facção paulista para dar continuidade às atividades do grupo.
A mensagem fazia referência a dois homens mortos recentemente em Araguari. De acordo com a polícia, um deles morreu em um confronto com integrantes da facção rival (Comando Vermelho) e o outro durante uma operação da Polícia Militar na região. Na imagem publicada, os dois faccionados aparecem fazendo um gesto associado ao PCC.
Conteúdo da postagem
De acordo com os militares, o texto compartilhado pelo suspeito dizia: "Mais um irmão. Não dou conta não. Cuida de nós aí em cima, aliado". Conforme a apuração policial, a expressão "aliado" é usada por integrantes da facção para se referirem aos membros da organização.
Declarações da PM
Segundo o major Breno Sales, a publicação chamou a atenção dos policiais por representar uma tentativa de mobilização interna da facção. "Trata-se de um indivíduo pertencente a uma organização criminosa ultraviolenta com atuação na cidade de Uberlândia. Ele é reconhecido pelo nosso setor de Inteligência. Diversas informações transitavam por ele. São indivíduos relacionados ao tráfico de drogas, homicídios e tentativa de domínio de território", afirmou.
Antecedentes e situação prisional
Ainda conforme a PM, o suspeito cumpria pena em regime semiaberto e estava em liberdade provisória. Com a nova prisão, ele retornou ao sistema prisional em regime fechado.
A operação reforça o combate às facções criminosas na região, que tem registrado conflitos entre grupos rivais e ações policiais. A Polícia Militar segue monitorando as redes sociais para identificar e coibir atividades ilícitas.



