A Polícia Civil de Minas Gerais voltou ao imóvel onde um casal de idosos foi morto a facadas em Itabira, na região Central do estado, para realizar uma nova perícia. O objetivo é investigar se a diarista Paola Stefany Neto Cirino, principal suspeita do crime, utilizou outras armas além da faca já apreendida. A suspeita teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pela Justiça.
Detalhes do crime e da investigação
O casal, cujos nomes não foram divulgados, foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro Centro, em Itabira. As vítimas apresentavam múltiplas perfurações de faca. Durante a primeira perícia, os peritos encontraram vestígios de clonazepam no sangue das vítimas, mas não detectaram a substância no organismo de Paola. A suspeita havia alegado que também havia consumido o medicamento, o que não foi confirmado pelos exames toxicológicos.
Roubo de joias e dinheiro
Após cometer o crime, Paola teria subtraído joias, dinheiro e outros objetos de valor do casal. De acordo com a polícia, ela vendeu relógios avaliados em R$ 108 mil. A diarista trabalhava na residência das vítimas há cerca de dois meses e, segundo investigações, agiu sozinha. A motivação do crime ainda é apurada, mas a hipótese principal é o roubo.
Prisão preventiva e próximos passos
A prisão preventiva de Paola foi decretada para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. A nova perícia no imóvel busca coletar evidências sobre a possível utilização de outras armas, como um objeto cortante ou contundente. A Polícia Civil também aguarda os resultados de exames complementares para esclarecer a dinâmica do crime. O caso segue sob sigilo.



