PM aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio contra soldado Gisele
PM aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio

A Polícia Militar de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira, 10, a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu sob acusação de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O decreto, assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, transfere Rosa Neto para a reserva da corporação. A publicação foi realizada no Diário Oficial do Estado.

Detalhes da aposentadoria

A transferência do oficial para a reserva foi feita a pedido dele e publicada em 2 de abril. Segundo a portaria, Geraldo Neto receberá os proventos integrais, ou seja, aposentadoria com salário completo. Em abril, o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira, informou que o tenente-coronel deixou de receber salário da PM quando foi preso preventivamente, em 18 de março.

Investigação do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou esclarecimentos à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e à Polícia Militar sobre a aposentadoria do tenente-coronel. O promotor determinou que os órgãos forneçam informações detalhadas sobre a transferência para a reserva remunerada, incluindo cópias de documentos e esclarecimentos sobre a situação funcional e previdenciária do oficial.

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O crime

Geraldo Neto é o principal suspeito de matar a soldado Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O crime ocorreu em 18 de fevereiro. O oficial foi preso um mês depois, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação da Corregedoria da PM. Ele também foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e fraude processual. Atualmente, está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Versão do acusado

O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. Essa versão é contestada pelos investigadores, que apontam inconsistências nas alegações do oficial. O caso segue sob investigação.

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