A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master revelou um plano atribuído ao empresário Daniel Vorcaro para atingir o DJ e ex-jogador da NBA Rony Seikaly, ex-marido de sua então namorada, a modelo Martha Graeff. Segundo a PF, Vorcaro teria discutido com integrantes de uma estrutura paralela de segurança, chamada de “A Turma”, formas de provocar a prisão e intimidar o músico, que vive em Miami, nos Estados Unidos.
Detalhes do relatório
Os detalhes constam do relatório da investigação do caso Master, cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento reúne mensagens trocadas entre investigados e descreve uma suposta operação para pressionar o ex-atleta por meio de ações coordenadas no Brasil e no exterior.
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Irmã de ‘Sicário’ ameaçou expor família Vorcaro, diz investigação da PF. Documentos retirados do sigilo por André Mendonça indicam negociações, repasses e contratos após a morte de operador apontado como braço direito de Daniel Vorcaro. Gilmar devolve processo e STF julga nesta terça prisões de pai e primo de Vorcaro. Julgamento da Segunda Turma do STF deve expor posicionamento do ministro Nunes Marques sobre o tema.
Plano e investimento
De acordo com a PF, Vorcaro acionou Luiz Phillipi Mourão, identificado nas investigações pelo apelido de “Sicário”, e outros integrantes do grupo. Em uma das conversas reproduzidas no relatório, o empresário teria afirmado estar disposto a investir R$ 10 milhões para viabilizar a prisão e o constrangimento de Seikaly.
Suposto contato na Interpol
O relatório também registra que Vorcaro pediu ao grupo para acionar um suposto “amigo da Interpol”. A Polícia Federal afirma que, até o momento, não identificou quem seria a pessoa mencionada nas mensagens.
Evolução do plano
Apesar das discussões sobre a possibilidade de criar um flagrante relacionado a drogas, a PF afirma que o plano aparentemente evoluiu para outra frente. Os investigadores apontam que os envolvidos passaram a considerar o envio de um ofício à Interpol com informações que pudessem induzir o organismo internacional a adotar providências contra o DJ.
As conversas fazem parte do conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal no inquérito que apura a atuação da organização ligada ao Banco Master.



