A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (30) a terceira fase da Operação Palma, resultando na apreensão de 416 kg de cocaína no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A investigação aponta o envolvimento de três empresas e 14 funcionários e prestadores de serviços portuários em um esquema de tráfico internacional de drogas.
Apreensão recorde e mandados cumpridos
Além da cocaína, a operação apreendeu veículos de luxo, dez armas de fogo — incluindo armas de grosso calibre — e dinheiro em espécie. As contas bancárias dos investigados, com valores superiores a R$ 30 milhões, foram bloqueadas. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados judiciais: três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 12 de busca e apreensão.
Investigação e crimes apurados
De acordo com a PF, os elementos coletados indicam um esquema estruturado de tráfico internacional de drogas, utilizando a estrutura portuária para exportar entorpecentes e ocultar a origem ilícita dos recursos. A operação dá continuidade às investigações sobre a tentativa de envio de 435 kg de cocaína para o exterior, identificada em fevereiro de 2025.
Os investigados poderão responder por financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso.
Reação do Porto do Mucuripe
O g1 questionou o Porto do Mucuripe sobre a operação e a denúncia de envolvimento de funcionários, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Próximos passos
A PF informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar o rastreamento patrimonial do grupo criminoso e responsabilizar todos os criminosos.



