Pesquisadora alemã e piloto morrem em queda de avião em MS
Pesquisadora alemã e piloto morrem em queda de avião em MS

Um acidente aéreo na manhã desta sexta-feira (3) matou duas pessoas em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Um avião de pequeno porte caiu por volta das 6h30 em uma área rural próxima ao Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas. As vítimas foram identificadas como o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff, zoóloga e ecóloga especialista em tamanduá-bandeira.

Detalhes do acidente

A aeronave, um bimotor EMB-810D fabricado pela Neiva em 1983, pertencia à empresa Amapil Táxi Aéreo e estava autorizada a transportar até seis passageiros além do piloto. O voo tinha como destino o Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde a pesquisadora realizava trabalhos de campo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião permaneceu apenas cinco minutos no ar antes da queda.

Equipes de resgate enfrentaram dificuldades para acessar o local devido às más condições das estradas de terra, com algumas viaturas atolando durante o deslocamento. Foram mobilizadas equipes de resgate, salvamento e combate a incêndio.

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Investigação das causas

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) será responsável pela investigação técnica, com previsão de chegada ao local no sábado (4). A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul também apura as circunstâncias, e o laudo deve ser concluído em até 10 dias. A principal hipótese, segundo o delegado responsável, é que a forte neblina registrada na manhã do acidente tenha causado desorientação espacial no piloto, comprometendo o controle da aeronave.

O delegado afirmou: “A principal linha de investigação é que o piloto tenha sofrido desorientação espacial em razão das condições climáticas”. A empresa Amapil Táxi Aéreo informou que está colaborando com as autoridades.

Quem era Lydia Möcklinghoff?

Lydia Theresia Möcklinghoff era zoóloga, ecóloga e jornalista científica. Dedicou parte de sua carreira ao estudo do comportamento de tamanduás-bandeira no Pantanal brasileiro, realizando pesquisas de campo em Mato Grosso do Sul desde o fim dos anos 2000. Era também autora de livros sobre a fauna pantaneira, alguns dos quais foram encontrados intactos entre os destroços da aeronave.

O piloto Henrique Martin trabalhava como piloto desde 2019 e, segundo informações apuradas, realizava com frequência o trajeto para o Pantanal com a pesquisadora.

Procedimentos pós-acidente

Os corpos foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). Até o momento, não há informações oficiais sobre o velório do piloto. O Consulado Honorário da Alemanha em Campo Grande informou que o Consulado-Geral da Alemanha em São Paulo aguarda a conclusão do boletim de ocorrência para iniciar o contato oficial com os familiares na Europa.

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