Uma operação conjunta das polícias Federal e Militar contra o garimpo clandestino no Sul de Minas resultou na destruição de 22 dragas, apreensão de ouro em natura e cerca de R$ 380 mil em bens, além da condução de cinco pessoas, três delas presas em flagrante.
Mais de 100 agentes mobilizados
A ação reuniu mais de 100 agentes e teve como foco áreas do Rio Verde em seis cidades da região. As equipes chegaram aos alvos a partir de trabalho integrado de inteligência e denúncias da população.
Segundo o capitão da Polícia Militar de Meio Ambiente, Flávio Andreote, a prioridade era retirar os equipamentos sem destruição, o que não foi possível. “Pelo sistema nosso de informação integrado entre as instituições e pelo fomento das informações junto à população, conseguimos chegar em mais de 20 alvos. 22 dragas foram destruídas. Nossa intenção inicial é retirar esses equipamentos do ambiente aquático sem a destruição. Contudo, pelo fator de dificuldade e segurança, infelizmente não foi possível. Então foram destruídas no ambiente aquático”, afirmou.
Impacto ambiental e interrupção da atividade ilegal
De acordo com o capitão, a eliminação das dragas é essencial para interromper a atividade ilegal. “É importante para cessar aquela atividade que é altamente poluidora e degradadora do meio ambiente. Cessando essa atividade, a gente diminui os impactos ao ambiente hídrico”, disse.
Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. O delegado-chefe Wallace Alípio Gonçalves detalhou os resultados. “Foram cumpridos quatro mandatos de busca e apreensão. Nesses mandados a gente aprendeu celulares, veículos, motos, motores de polpa, barcos de alumínio e ouro bruto ali pronto para ser industrializado. Também foram conduzidas cinco pessoas, três presas em flagrantes. Uma foi feita um TCO e uma quinta foi ouvida. Era alvo de busca e apreensão também. Foram, ao todo, por volta de 380 mil reais de bens apreendidos desses investigados”, afirmou.
Envolvidos de várias regiões
Ainda segundo o delegado, entre os envolvidos há moradores da região e pessoas de outros estados. “Existem pessoas daqui da região, que são de Três Corações e Conceição do Rio Verde, mas também existem muitas pessoas que vieram de fora, principalmente ali da região de Goiás e do Pará”, disse.
Riscos ao ecossistema e ao abastecimento de água
O impacto ambiental é considerado severo. De acordo com o agente federal do Ibama, Alexandre Matos, a atividade compromete o ecossistema e pode atingir o abastecimento de água. “Sim, a degradação é grave, ocorre ali a turbidez hídrica, o revolvimento do fundo do rio pela atividade das dragas, isso aí praticamente mata a vida aquática naquele ambiente, sem considerar ali que prejudica a navegabilidade. Nós estamos falando também de rios que servem de mananciais de abastecimento para várias cidades aqui da região do sul de Minas, e aí a possibilidade de contaminação por mercúrio também é uma coisa que nos preocupa bastante”, explicou.



