Uma menina de 11 anos foi agredida com socos por um colega de classe dentro da sala de aula na Escola Municipal Vereador Felipe Avelino Moraes, em Praia Grande, litoral de São Paulo. O caso ocorreu na terça-feira (23) e foi registrado pela mãe, Erika Neves Demartin, de 43 anos, no 3º Distrito Policial.
Mãe relata vergonha e medo da filha
Segundo Erika, a filha não quis ir à escola na quarta-feira (24) por vergonha. “Hoje ela não quis ir por vergonha, vergonha de ter apanhado e não quis ficar dando explicação para os amigos”, disse ao g1. A menina só contou sobre a agressão à mãe após uma consulta médica, pois estava com medo.
De acordo com o boletim de ocorrência, a briga começou após uma discussão sobre fechar a porta da sala. O professor havia pedido para fechá-la, mas o colega queria deixá-la aberta. A menina fechou, e o aluno foi em sua direção e deu o primeiro soco. Ela revidou, mas ele continuou agredindo. “Eu saí andando e ele veio correndo e me deu o primeiro soco. Aí eu dei dois socos, só que eu não tenho força. Depois ele veio e me deu mais dois e, mesmo assim, achou que não tinha acertado. Me deu um do outro lado que ficou roxo e do outro lado também”, relatou a criança.
Ofensas e intimidações anteriores
A menina afirmou que já vinha sofrendo perseguições e provocações do mesmo aluno há semanas. Ele teria jogado seus materiais no chão, lançado um livro contra sua cabeça e incentivado outros colegas a mexerem em seus pertences. Além disso, a chamava de apelidos ofensivos como “bola oito” e “lagarta de fogo”.
Erika destacou que ambos estão no 6º ano, mas o agressor tem 14 anos por ser repetente. “Minha filha é muito querida por todos desde a outra escola em que estudou, muito estudiosa, nunca tive problemas com ela de nenhum tipo. Aí vem um menino sem noção nenhuma e bate nela sem motivo”, desabafou.
Medidas tomadas pela escola e mãe
Após a denúncia, a direção da escola atendeu rapidamente a queixa. O estudante foi suspenso e o caso será analisado pelo conselho escolar, que pode decidir pela expulsão. “Graças a Deus a direção me atendeu rapidamente. O menino já está de suspensão e vai para o conselho. Infelizmente o trâmite é longo e não depende só da escola”, disse Erika.
Em publicação nas redes sociais, a mãe pediu providências e apoio. “Ela é uma menina estudiosa, educada e jamais imaginei vê-la passar por uma situação tão triste e revoltante. Não é justo que crianças que vão à escola para estudar tenham medo de frequentar as aulas”, escreveu.
O que dizem as autoridades
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como lesão corporal e que solicitou exames do Instituto Médico Legal (IML) à menor. A Prefeitura de Praia Grande não retornou até a publicação desta reportagem.



