A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta sexta-feira (3) uma megaoperação para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar valores milionários com a venda de drogas no atacado na região Sudoeste do estado. Ao todo, são cumpridas 36 ordens judiciais contra integrantes do grupo e traficantes que compravam entorpecentes da quadrilha para revenda.
Ação simultânea em cinco cidades
A operação ocorre simultaneamente em Marmeleiro, Renascença, Francisco Beltrão e Cruzeiro do Oeste, no Paraná, além de Chapecó, em Santa Catarina. A mobilização conta com mais de 80 policiais civis de diversas unidades do Paraná, com apoio da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). Equipes com cães farejadores e um helicóptero da Polícia Civil também participam da ação.
Estrutura criminosa
Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou que a organização era estruturada, com divisão de funções entre os integrantes, e atuava abastecendo outros traficantes com grandes quantidades de drogas. "O grupo era estruturado, contava com divisão de tarefas e era voltado para o tráfico de drogas na modalidade de atacado, fornecendo entorpecentes em maiores quantidades para que outros traficantes fizessem a revenda aos usuários finais", explicou a delegada Paula Caroline Wisniewski.
Movimentações milionárias
Durante a investigação, os policiais identificaram movimentações bancárias milionárias na conta de um dos líderes da organização. Conforme a polícia, o dinheiro é suspeito de ter origem no tráfico de drogas. As investigações começaram em 2024. Na época, a Polícia Civil havia cumprido mandados de busca e apreensão e de prisão relacionados ao grupo. A análise do material apreendido e o avanço das diligências permitiram identificar a estrutura da organização e seus principais integrantes.
Objetivo da ofensiva
Segundo a corporação, o objetivo da operação é desarticular a organização criminosa e interromper o abastecimento de drogas para traficantes da região. Até a última atualização desta reportagem, o balanço de prisões e apreensões não havia sido divulgado.



