Mãe presa por maus-tratos é detida novamente por roubos em condomínios de SP
Mãe presa por maus-tratos é detida novamente por roubos

Uma mulher de 26 anos, que já havia sido presa em 14 de maio por maus-tratos aos três filhos, com idades entre 2 e 8 anos, foi detida novamente nesta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil de Cerquilho (SP). Além dela, outras seis pessoas foram presas. A ação teve como objetivo combater roubos em condomínios da cidade.

De acordo com o delegado Emerson Jesus Martins, a suspeita fazia parte da quadrilha responsável pelos crimes. Os mandados de prisão foram cumpridos em Sorocaba, São Paulo, Cerquilho, Itapetininga e Angatuba. Os roubos ocorreram em residenciais da cidade entre 2024 e 2025. Em todos os casos, os criminosos, que já possuíam ficha criminal por roubo, furto e tráfico de drogas, agiram com violência contra as vítimas.

Segundo o delegado, a suspeita passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça.

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Maus-tratos contra os filhos

A mulher foi presa em maio depois que o filho dela, de 2 anos, defecou um preservativo na creche onde estuda. Os policiais foram até a casa da família, no Parque das Árvores, e constataram que as crianças não tinham acesso à água e se alimentavam diretamente no chão da casa, que estava coberto por fezes e outros excrementos.

O Conselho Tutelar de Cerquilho também está sendo investigado por suposta prevaricação no caso. Segundo a Polícia Civil, as conselheiras teriam orientado as funcionárias da unidade a dar descarga e não comunicar o ocorrido às autoridades. A criança foi levada ao hospital pelas conselheiras, que não permitiram que ela fosse acompanhada pela professora e pela diretora da creche. As investigações apontam ainda que a menina foi liberada da unidade hospitalar e entregue à mãe sem o consentimento da polícia.

Conforme o delegado, a mãe já havia sido denunciada anteriormente por maus-tratos contra os filhos. Na ocasião, a mulher foi presa pelos crimes de maus-tratos, estupro de vulnerável e desacato. Posteriormente, a Justiça concedeu prisão domiciliar, e ela passou a ser monitorada pela Polícia Civil.

Em nota, o Conselho Tutelar de Cerquilho afirma que as alegações feitas pela Polícia Civil são falsas e não correspondem à verdade. O órgão está à disposição das autoridades para colaborar nas investigações.

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