Familiares de Yasmim Rodrigues, de 24 anos, morta a facadas pelo ex-marido na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, cobraram justiça nesta segunda-feira (22) e pediram ajuda para localizar o suspeito do crime. A mãe da vítima, Luana da Silva, falou sobre a dor da perda da filha. Ela também foi ferida ao tentar impedir o ataque e segue em acompanhamento médico, com quadro estável.
Mãe relata desespero
“Eu tô dilacerada, é minha filha, gente, eu tô dilacerada, não sei mais o que fazer... Só tô em pé por causa da minha neta. Perdi minha filha por causa de um desgraçado que não aceitou que ela não queria mais nada com ele. Gente, era só seguir a vida dele e deixar minha filha em paz. Pra que tinha que tirar a vida da minha filha?”, desabafou Luana.
Separação recente motivou ataque
Segundo familiares, Yasmim havia se separado do ex-marido há cerca de uma semana e estava morando com a mãe e o padrasto. Eles afirmam que o homem não aceitava o fim do relacionamento. O padrasto da jovem, Roque Santos da Silva, disse que o casal já havia passado por uma separação anterior e que a decisão de Yasmim de não reatar o relacionamento teria motivado o ataque. “Foi uma covardia. Uma semana. Segunda vez que separa. Separou, voltou e agora foi isso. Ela não quis voltar mais, ele não aceitou.”
Vítima deixa filha de 2 anos
Yasmim deixa uma filha de 2 anos, Ingrid Victória. Amigos e integrantes de projetos sociais dos quais ela participava também lamentaram a morte. Fundadora do Instituto Social Mulheres de Favela em Reação, Luciane Costa descreveu a jovem como uma mulher que buscava construir um futuro melhor para si e para a filha. “Yasmim era sonhadora, uma mãe nova, jovem, mas sonhadora, que estava buscando, como várias meninas da idade dela, da favela, buscando informação, se qualificar pra dias melhores.”
Socorro e investigação
Yasmim chegou a ser socorrida e levada para a UPA de Rocha Miranda em estado gravíssimo. De acordo com a coordenação da unidade, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Até a última atualização desta reportagem, o suspeito não havia sido localizado.



