Keir Starmer renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido na manhã desta segunda-feira (22), em meio a uma crise política e perda de apoio dentro do próprio Partido Trabalhista. Em dois anos, Starmer passou do melhor resultado eleitoral da história moderna do Reino Unido a uma renúncia praticamente forçada.
Anúncio e contexto da renúncia
O político que marcou o retorno dos trabalhistas ao poder após 14 anos de governos conservadores declarou: “Aceito com tranquilidade que não sou a pessoa mais indicada para liderar o partido”. Com a decisão, o Reino Unido terá o sétimo primeiro-ministro em dez anos.
Legado e desafios internos
Starmer será lembrado como o homem que ganhou uma eleição histórica e não soube o que fazer com ela. Sua popularidade despencou para o nível mais baixo de qualquer líder britânico em décadas. Internamente, o crescimento econômico prometido nunca se concretizou, a imigração ilegal não foi contida e o sistema de saúde continuou sobrecarregado.
Crise e perda de apoio
A situação se agravou com a revelação de que Peter Mandelson, embaixador britânico nos Estados Unidos indicado por Starmer, tinha vínculos com o magnata Jeffrey Epstein, acusado de exploração e abuso sexual de menores. Em meio à crise, Starmer perdeu o apoio do partido. Os trabalhistas viram a extrema direita avançar e começaram a pressionar por sua renúncia.
Sucessão e próximos passos
O nome mais provável para suceder Starmer é Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester. A disputa pela liderança do Partido Trabalhista e, consequentemente, pelo cargo de primeiro-ministro, começa no dia 9 de julho. Starmer permanecerá no cargo até que a transição seja concluída.



