Um jovem de 25 anos invadiu um carro de um desconhecido e atropelou um grupo de amigos ao tentar fugir de uma briga em São Vicente, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (6), na Avenida Tupiniquins, bairro Japuí, e foi registrado como lesão corporal, dano e legítima defesa, segundo o boletim de ocorrência.
Confusão começou após discussão por mulheres
De acordo com a Polícia Militar, a confusão teve início quando o jovem se apresentou como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e discutiu com frequentadores de uma casa de eventos por causa de mulheres que estavam no local. Ele foi agredido e, para escapar, entrou em um carro estacionado com o motor ligado e as portas abertas.
Câmeras de segurança de uma casa de eventos vizinha registraram o momento em que o homem entrou pelo banco do passageiro e passou para o lugar do motorista. Em seguida, deu marcha à ré para sair do estacionamento e atingiu várias pessoas que tentavam impedi-lo de fugir.
Vítimas feridas e depoimentos
Uma cantora de 26 anos e um cabeleireiro de 27 ficaram feridos e foram levados ao Pronto-Socorro Central, onde receberam atendimento e foram liberados. Em depoimento, a cantora disse que deixou o carro estacionado com as portas abertas e, ao ver o homem agredido se aproximar, pensou que ele tivesse se confundido e gritou para impedi-lo, mas foi atingida quando ele invadiu o veículo e arrancou. Ela acrescentou que uma amiga estava dentro do carro e foi levada pelo suspeito, mas preferiu não comparecer à delegacia.
O cabeleireiro relatou que também tentou evitar que o suspeito levasse o carro, mas foi atingido pela porta aberta e arrastado por alguns metros quando o motorista deu marcha à ré. Já o dono do veículo afirmou que havia estacionado para intervir na confusão e, ao se afastar, viu o jovem agredido entrar e fugir com o carro.
Investigação e legítima defesa
O carro usado pelo jovem não foi apresentado na delegacia, mas a Polícia Civil teve acesso a imagens de monitoramento que mostram o rapaz sendo agredido e correndo em direção ao veículo. Ele é investigado e apresentou uma versão que pode indicar legítima defesa, afirmando que foi agredido injustamente e que dirigiu durante a fuga por medo de se machucar mais ou morrer.
A Polícia Civil busca provas sobre a dinâmica da confusão antes dos atropelamentos e tenta identificar os supostos agressores, já que não foram encontradas testemunhas que confirmassem a motivação inicial do conflito. Foram abertas investigações para esclarecer o ocorrido. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como lesão corporal, dano e legítima defesa.
Estabelecimentos envolvidos
A casa de eventos Rocket Sea Club informou que funcionou apenas até o início da noite de domingo (5). Segundo um representante, a briga começou em outro estabelecimento, já que o último cliente da Rocket deixou o local por volta das 20h. O g1 não conseguiu localizar a empresa onde ocorreu o evento que motivou o desentendimento.



