Incidente radioativo no Ipen, em SP, é confirmado pela CNEN
Incidente radioativo no Ipen, em SP, confirmado pela CNEN

CNEN confirma incidente com material radioativo no Ipen

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou oficialmente a ocorrência de um incidente envolvendo material radioativo no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), unidade técnico-científica localizada na Zona Oeste de São Paulo. De acordo com o Relatório de Ocorrência Interna (ROI) divulgado pelo órgão regulador, o episódio teve como protagonista a presença de traços de tecnécio-99 durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave, equipamento essencial na produção de radiofármacos.

O documento da CNEN detalha que dois trabalhadores, classificados como Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOEs), foram submetidos a exames preventivos utilizando o Contador de Corpo Inteiro. As contagens detectadas foram consideradas baixas e comprovaram que não houve contaminação interna dos profissionais envolvidos. A contaminação, segundo a comissão, ficou estritamente restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia do Instituto.

De acordo com a CNEN, a análise detalhada e as medições foram realizadas por profissionais habilitados em proteção radiológica, garantindo que o isolamento contivesse o material na área restrita. O relatório completo, contendo todos os procedimentos adotados, foi encaminhado para avaliação da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN).

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Investigação em andamento

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) haviam solicitado oficialmente informações sobre uma ocorrência registrada pela ANSN no instituto. A ANSN informou, nesta quinta-feira (11), que a investigação estava em andamento, acrescentando que todas as denúncias relacionadas a instalações radiativas são tratadas com seriedade e submetidas aos procedimentos de apuração cabíveis.

Segundo informações citadas pelas entidades sindicais, a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas por trabalhadores envolvidos — incluindo terceirizados — e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da ocorrência. Ainda de acordo com o relato do sindicato, parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que levanta preocupações sobre a infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades que envolvem materiais radioativos.

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