Inteligência Artificial apoia polícias do Paraná na solução de crimes
IA apoia polícias do Paraná na solução de crimes

A Polícia Civil e a Polícia Militar do Paraná adotaram sistemas de inteligência artificial (IA) para auxiliar na resolução de crimes, resultando em um aumento de 30% na eficiência investigativa. A tecnologia, desenvolvida em parceria com a empresa Dino, utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para analisar grandes volumes de dados, como imagens de câmeras de segurança, registros de ocorrências e informações de redes sociais.

Como a IA atua na investigação criminal

Os sistemas de IA são capazes de cruzar dados de diferentes fontes em tempo real, identificando padrões e conexões que seriam imperceptíveis para analistas humanos. Por exemplo, a ferramenta pode comparar rostos capturados em câmeras de vigilância com bancos de dados de suspeitos, ou analisar sequências de eventos para prever possíveis rotas de fuga.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, João Paulo Silva, a tecnologia "revolucionou a forma como investigamos crimes, permitindo respostas mais rápidas e precisas". Ele destacou que, em um caso recente de roubo a banco, a IA ajudou a identificar os criminosos em menos de 24 horas, enquanto métodos tradicionais levariam semanas.

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Resultados práticos e próximos passos

Desde a implementação, em janeiro de 2026, a taxa de elucidação de crimes violentos subiu de 55% para 72% em algumas regiões do estado. A polícia também relatou uma redução de 20% no tempo médio de investigação. O projeto-piloto, que abrange as cidades de Curitiba, Londrina e Maringá, deve ser expandido para todo o estado até o final do ano.

O diretor de tecnologia da Dino, Marcos Andrade, explicou que a IA é treinada com dados históricos de crimes e continuamente atualizada. "O sistema aprende com cada novo caso, tornando-se mais eficiente ao longo do tempo", afirmou. A iniciativa também inclui treinamento para os policiais, que aprendem a interpretar as análises geradas pela IA.

Desafios e críticas

Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios, como o risco de viés algorítmico e questões de privacidade. A Defensoria Pública do Paraná solicitou maior transparência sobre os critérios usados pela IA. Em resposta, a secretaria afirmou que todos os dados são tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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