Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a política de imigração dos Estados Unidos gera incerteza e temor entre torcedores e profissionais de todo o mundo. Nesta segunda-feira (8), um dos árbitros convocados para o Mundial foi barrado pelas autoridades americanas e enviado de volta ao país de origem diretamente do aeroporto.
Árbitro somali é deportado
Omar Artan estava escalado para apitar jogos da Copa, sendo o primeiro somali a atuar como juiz em um Mundial. Contudo, logo após desembarcar em Miami, foi colocado em um voo com destino à Turquia. Autoridades da Somália informaram à agência France-Presse que Artan possuía um visto válido. A Somália é um dos países afetados por limitações de viagem impostas pelos EUA, mas ainda não se sabe exatamente o motivo da barreira — se foi por um motivo específico ou devido à restrição ao país.
Restrições a países da Copa
Entre as 48 nações participantes da Copa, quatro enfrentam restrições impostas pelo governo Trump: Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim — a mesma aplicada à Somália. Cidadãos do Irã e do Haiti estão na categoria de proibição total de viagem aos EUA, conforme decisão de junho de 2025 da Casa Branca, que alega motivos de segurança nacional. Já visitantes do Senegal e da Costa do Marfim podem solicitar alguns vistos, mas com restrições ou validade limitada.
Compromisso da Fifa e reação
Os Estados Unidos assinaram um documento com a Fifa comprometendo-se a facilitar a concessão de vistos ou simplificar procedimentos existentes de maneira não discriminatória. O documento prevê uma exceção: não afetar negativamente as regras nacionais de imigração e segurança dos países-sede. Nesta segunda-feira (8), Tom Homan, responsável pela política migratória dos EUA, afirmou que aumentará o número de agentes do ICE em Nova York, gerando medo entre imigrantes durante a Copa. Funcionários do estádio de Los Angeles ameaçam greve caso haja operações de combate à imigração nos jogos, já que muitos são imigrantes. A Fifa declarou que, em todos os seus eventos, o governo anfitrião decide quem recebe visto e autorização para entrar no país.



