As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque contra uma embarcação ligada a uma organização classificada por Washington como terrorista no Mar do Caribe. A operação, ocorrida no domingo (21), foi conduzida pelo Comando Sul dos EUA (Southcom) e teve como alvo um navio suspeito de tráfico de drogas em rotas conhecidas da região. Dois homens apontados como 'narcoterroristas' morreram na ação, enquanto outros seis ocupantes sobreviveram e foram resgatados pela Guarda Costeira dos EUA.
Detalhes da operação
O Southcom afirmou que a ofensiva foi realizada pela força-tarefa Southern Spear, sob ordens do comandante do órgão, general Francis L. Donovan. Nenhum militar americano ficou ferido durante a operação. Em comunicado divulgado na rede social X, o comando detalhou: 'Em 21 de junho, por ordem do comandante do #SOUTHCOM, Gen. Francis L. Donovan, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra um navio operado por Organizações Terroristas Designadas. A inteligência confirmou que o navio estava transitando por rotas conhecidas de tráfico de narcóticos no Caribe e estava envolvido em operações de tráfico de narcóticos. Dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação, e houve seis sobreviventes do sexo masculino. Após o confronto, o USSOUTHCOM notificou imediatamente a Guarda Costeira dos EUA para ativar o sistema de Busca e Salvamento para os sobreviventes. Nenhuma força militar dos EUA foi ferida.'
Contexto e críticas
Washington tem justificado ações desse tipo como parte do combate ao narcotráfico e a grupos classificados como organizações terroristas. No entanto, entidades de direitos humanos frequentemente questionam essas operações, alegando que podem configurar execuções extrajudiciais. O Southcom não identificou as organizações ou os indivíduos envolvidos e não forneceu detalhes adicionais sobre as alegações. Desde setembro, ataques militares dos EUA contra essas embarcações já mataram mais de 200 pessoas.



