O Rio Tietê amanheceu coberto por uma espuma tóxica e com baixo volume de água nesta quarta-feira (10), na região de Itu e Salto, no interior de São Paulo. Imagens feitas por drone mostram a extensão do fenômeno, que se repete de forma cíclica na área.
O que causa a espuma?
A espuma é resultado da combinação de três fatores principais:
- Poluição: o esgoto doméstico e industrial não tratado, que desce da Grande São Paulo, é rico em fósforo e resíduos de detergentes;
- Falta de chuvas: a estiagem recente na região diminui a vazão do rio, o que aumenta a concentração dos poluentes na água;
- Quedas d'água: ao chegar a Salto e Itu, a agitação da água nas pedras funciona como um 'liquidificador', batendo os produtos químicos e gerando a espuma que cobre a paisagem.
Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a falta de chuvas recentes agrava o problema. A seca diminui a vazão do rio e concentra os poluentes, o que intensifica a formação da espuma. A última vez em que o Tietê ficou completamente tomado pela espuma foi em 13 de maio. Na ocasião, a substância permaneceu na água por mais de duas semanas, até o dia 29.
Riscos à saúde
Apesar de a paisagem atrair turistas no Complexo da Cachoeira, a Defesa Civil e a prefeitura alertam para os riscos. A recomendação é que as pessoas, especialmente crianças, não se aproximem da margem. O contato da espuma com a pele e os olhos pode causar irritações. O fenômeno é um problema crônico na cidade e resulta da poluição vinda da capital paulista, como detergentes e produtos químicos. Esses resíduos formam a camada branca ao serem agitados pela força da água nas quedas do rio.



