Empresária de Uberaba é presa no Aeroporto de Guarulhos por tráfico internacional
Empresária de Uberaba é presa em Guarulhos por tráfico

A empresária Larissa Nara Rezende, de 42 anos, natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi presa na última sexta-feira (5) ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A prisão ocorreu no âmbito da Operação 'Cerco Fechado', uma ação integrada de inteligência das forças de segurança.

De acordo com a Polícia Federal (PF), Larissa estava na lista vermelha da Interpol devido a uma condenação a 8 anos e 9 meses de prisão por financiamento ao tráfico internacional de drogas. A detenção aconteceu durante o desembarque de um voo vindo de Londres, na Inglaterra.

Rotina de luxo nas redes sociais

Mesmo sendo considerada foragida, Larissa exibia uma rotina de luxo em suas redes sociais, com viagens internacionais e visitas a locais famosos do mundo da moda. A empresária é proprietária de uma loja de roupas em Uberaba.

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O g1 entrou em contato com o advogado de Larissa, Vitor Colucci Daher, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

Inclusão na lista da Interpol

Segundo a PF, os setores de inteligência identificaram que a condenada deixou o Triângulo Mineiro e seguiu para a Europa. Com base nas informações obtidas, o nome de Larissa foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos procurados internacionalmente.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para localizar outros suspeitos e desarticular organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Após a prisão, Larissa foi levada para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, em São Paulo.

O que é a difusão vermelha?

O arquivo da difusão vermelha foi o primeiro banco de dados da Interpol, criado originalmente de forma analógica. A primeira emissão do alerta vermelho da história ocorreu em 1947, com o objetivo de encontrar um russo acusado pelo assassinato de um policial.

O sistema de registros era feito com fichas de cartolina classificadas por nomes (arquivadas em ordem alfabética e fonética), documentos legais (como dados pessoais e números de matrícula de veículos) e crimes (classificados por tipo e local). Na década de 1980, os registros foram informatizados. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, incluindo impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte.

Além da difusão vermelha, a Interpol tem diversos outros sinais, cada qual com sua finalidade e cor específicas.

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