Polícia investiga se diarista recebeu ajuda para fugir após matar casal em BH
Diarista pode ter recebido ajuda para fugir após matar casal em BH

A Polícia Civil investiga se Paola Stefany Neto Cirino, diarista presa por matar a facadas um casal de idosos em Belo Horizonte, recebeu ajuda para fugir após o crime. De acordo com o delegado Felipe Freitas, imagens analisadas indicam que a suspeita entrou em um carro branco de luxo que já a esperava logo depois de deixar o prédio onde os idosos foram assassinados. O g1 não teve acesso aos registros.

Detalhes da fuga

Os corpos das vítimas foram encontrados no domingo (29), dentro do apartamento onde moravam, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital. Câmeras de segurança registraram a entrada e a saída de Paola do edifício no dia em que os crimes teriam ocorrido. A diarista foi presa em Itabira e confessou os assassinatos, segundo a polícia.

Conforme o delegado, após deixar o imóvel, Paola descartou em uma caçamba uma blusa, uma meia, caixas de relógios e uma bolsa antiga. Em seguida, embarcou no carro branco, que a levou até o Centro de Belo Horizonte. De lá, a suspeita seguiu para Ribeirão das Neves em um veículo de aplicativo.

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Investigação sobre o carro

Os investigadores tentam identificar o proprietário do automóvel e esclarecer se ele teve participação na fuga. "Ela embarca num carro branco logo depois que ela dispensa a blusa, a meia e o resto das caixas de relógio e uma bolsa velha. Ela entra num carro branco logo em seguida, que já estava lá esperando ela. Agora a gente está trabalhando nesse carro branco e qual é a participação, se foi só um apoio para a fuga, qual é o enredo desse carro branco. Mas o fato é que ela entra nesse carro branco e ele deixa ela no Centro", afirmou Felipe Freitas.

Segundo o delegado, a polícia chegou a cogitar que o veículo pudesse pertencer a um motorista de aplicativo, mas alguns elementos chamaram a atenção dos investigadores. "Duas questões chamam a atenção. Primeiro, o fato de que ele ficou lá mais de 15 minutos esperando ela, o que não é normal para um motorista de aplicativo. E segundo que esse carro branco é um BYD Song, um carro de R$ 250 mil. Eu nunca vi um carro dessa categoria rodando em aplicativo", disse.

Venda de objetos roubados

Após chegar ao Centro de Belo Horizonte, a suspeita vendeu parte dos objetos roubados das vítimas. Entre os itens comercializados estavam relógios, celulares e braceletes de ouro. Conforme a polícia, os produtos foram vendidos por cerca de R$ 3,3 mil. Um dos celulares já foi recuperado, e os investigadores continuam tentando localizar os demais objetos levados do apartamento do casal.

Motivação financeira

A diarista foi presa em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, e confessou o assassinato dos idosos. Segundo a Polícia Civil, ela trabalhava como diarista para as vítimas e acumulava dívidas relacionadas a apostas. As investigações apontam que a mulher acumulava dívidas relacionadas a apostas e que familiares chegaram a pagar aproximadamente R$ 40 mil a um agiota para ajudá-la. Conforme a polícia, a motivação do crime seria financeira.

Em nota, a defesa de Paola Cirino afirmou que "os argumentos da defesa serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo". A Polícia Civil segue investigando o caso.

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