Chacina em Sarandi: atirador profissional matou família por engano, diz polícia
Chacina em Sarandi: atirador profissional matou por engano

A investigação sobre a chacina ocorrida em um bar de Sarandi, no Norte do Paraná, revelou que o suspeito, Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, matou as vítimas por engano ao virar uma esquina errada. O delegado José Pacheco, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), afirmou que o homem atuava como "assassino profissional", possuía extensa ficha criminal e havia sido libertado da prisão recentemente.

Jhonatan foi preso em Balneário Camboriú, Santa Catarina, na noite de terça-feira (2), durante uma operação conjunta entre as Polícias Militares do Paraná e de Santa Catarina. Segundo o delegado, ele ainda não constituiu defesa no processo. Os assassinatos ocorreram na noite de 22 de maio em um bar. As vítimas — um casal e o primo adolescente de um deles — foram surpreendidas pelo atirador, que fugiu em seguida.

Prisão e localização

De acordo com o relatório da prisão, Jhonatan foi abordado no momento em que desembarcava de um veículo de aplicativo. O delegado explicou que ele estava escondido na casa de uma irmã e foi localizado após denúncias anônimas. Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. O delegado José Pacheco informou que Jhonatan será interrogado na sexta-feira (5) por videoconferência. Ainda não há previsão de transferência para o Paraná.

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Crime encomendado e erro fatal

A Polícia Civil apurou que o crime foi motivado por uma disputa territorial do tráfico de drogas. O atirador teria se equivocado ao atingir a família. "Com base nos elementos e informações colhidos, damos o caso como elucidado. O mandante, querendo dominar um território, determinou que fosse ceifada a vida de duas pessoas. O atirador cometeu um equívoco: no momento de ir ao local pré-determinado, errou o bar. Era para virar em uma direção e virou em sentido contrário, indo para outro bar próximo", explicou o delegado.

Pacheco informou que Jhonatan tem extensa ficha criminal, respondendo por tráfico de drogas e homicídios. Pela chacina, ele responderá por triplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio — em relação a um cliente do bar que conseguiu escapar.

Envolvidos e investigação

No dia 27 de maio, a polícia prendeu preventivamente Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, suspeito de ajudar o atirador. Três dias depois, Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, suspeito de ser o mandante do crime, foi preso em uma operação. A reportagem tentou contato com a defesa de Paulo, mas não houve retorno. Também busca identificar a defesa de Gabriel.

Detalhes do crime

A Polícia Militar informou que uma equipe em patrulhamento ouviu os disparos e encontrou três pessoas caídas em frente ao bar, no Jardim Verão. Os policiais realizaram diligências e encontraram um colete balístico, uma pistola e dois carregadores abandonados em uma calçada. Imagens mostram o atirador chegando e, ainda no meio da rua, disparando contra as pessoas sentadas em frente ao bar. Um cliente conseguiu fugir. Em seguida, o atirador entra no estabelecimento, mas logo foge. Conforme as investigações, Paulo, o motorista que levou Jhonatan ao local, percebeu a aproximação da polícia e fugiu sem esperar pelo atirador.

Vítimas

As vítimas foram identificadas como:

  • Jéssica de Jesus Hass, 32 anos — esposa de Rafael;
  • Rafael Moreira do Amaral, 37 anos — marido de Jéssica;
  • Matheus Souza do Amaral, 15 anos — primo de Rafael.

Os dois adultos morreram no local. Matheus foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu. Além de primo de Rafael, ele era filho do dono do bar onde o crime aconteceu. Conforme a PM, as vítimas não tinham antecedentes criminais.

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