Operação resgata adolescente em situação de trabalho escravo e abuso no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um casal suspeito de manter uma adolescente de 15 anos, trazida do Maranhão, em regime de trabalho análogo à escravidão e submetê-la a abusos sexuais. O principal suspeito, Adão Silva de Sousa, está foragido.
Detalhes da operação
O caso veio à tona no dia 8 de junho, após uma ação conjunta da Polícia Militar do DF e do Conselho Tutelar. Adão e sua esposa foram presos em flagrante em uma fazenda no Incra 7, em Brazlândia. Durante a fiscalização, os agentes constataram que a adolescente trabalhava em jornadas exaustivas na propriedade rural, sem qualquer remuneração, configurando trabalho forçado.
O major Edimar Oliveira, porta-voz da PM, relatou: "Era uma ocorrência envolvendo uma adolescente de 15 anos, um marido e uma mulher. Ao chegar ao local, a PM fez contato com a esposa, que admitiu ter trazido a adolescente do Maranhão para prestar serviços na residência e na área rural, além de ter relações sexuais com o marido. A mulher foi presa imediatamente."
Fuga e prisão
Os policiais foram até o local de trabalho de Adão, que portava uma faca, desobedeceu às ordens e fugiu para uma área de mata. Ele foi preso após uma força-tarefa da PM com apoio de helicóptero. A adolescente foi acolhida pelo Conselho Tutelar, recebeu atendimento psicológico e foi encaminhada a um abrigo até poder retornar ao Maranhão.
Reviravolta no caso
A esposa de Adão alegou que a menina teria sido levada ao DF para gerar um filho para Adão, em um relacionamento a três. Apesar da prisão em flagrante pela PM, o casal foi liberado porque a Polícia Civil considerou que não havia elementos para a prisão. Após novas investigações, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva, mas apenas a mulher foi recapturada; Adão segue foragido.
Investigação e indiciamento
A Polícia Civil intensificou as buscas e pede ajuda da população: informações sobre Adão Silva de Sousa podem ser enviadas pelo telefone 197, com sigilo absoluto. O casal deve ser indiciado por exploração sexual de menores, estupro de vulnerável e, possivelmente, trabalho análogo à escravidão. O caso está em segredo de justiça, e a identidade dos pais e a cidade de origem da adolescente são mantidas em sigilo.
Conduta dos pais
Investigações revelaram que a jovem foi levada do Maranhão sob falsa promessa de acolhimento. O pai sabia da viagem, mas acreditava que ela iria para um ambiente saudável. A mãe desconhecia a viagem. Ambos são investigados.



