Uma semana após a morte do bombeiro civil Alisson Bruno dos Santos do Prado, de 32 anos, a família ainda tenta lidar com a ausência deixada pelo morador de Samambaia, no Distrito Federal. Bombeiro civil no Ministério Público, ele morreu na última sexta-feira (26), após bater a cabeça ao mergulhar em uma piscina, em uma chácara de Pirenópolis (GO). A missa de sétimo dia de Alisson foi nesta sexta-feira (3).
Namorada relembra trajetória e planos interrompidos
Em entrevista ao g1, a companheira Laisla Maria relembrou a trajetória dele, os planos interrompidos e a saudade que ficou. "Eu não tenho ânimo para nada. Fico olhando nossas mensagens, ouvindo os áudios, vendo fotos e vídeos", contou. "Ele sempre foi um bom filho, bom pai, bom irmão e um marido maravilhoso. Trabalhador demais, sempre procurando formas de ganhar dinheiro e dar uma vida digna para mim e para as crianças. Um ótimo amigo, se preocupava com todo mundo, menos com ele. Se pudesse, tirava a roupa do corpo para dar ao próximo", disse.
Além da companheira, Alisson deixou três filhos, de 13, 10 e 8 anos, de um relacionamento anterior. As crianças moravam com o casal e estavam na chácara no momento do acidente. "Estávamos planejando ter filhos também. Eu dizia que meu sonho era ter uma menina morena de olhos claros, assim como ele", afirmou.
História de amor e apoio mútuo
Laisla conheceu Alisson em 2019, durante uma viagem a Brasília. Na época, ela morava no Rio Grande do Norte. Os dois se conheceram por meio de um primo dele e, no ano seguinte, ela decidiu se mudar para o Distrito Federal. Desde então, viveram juntos por seis anos. "Foi tudo muito intenso. Entre altos e baixos, amor, discussões e pazes. Sempre juntos", disse. Segundo Laisla, Alisson apoiou a formação dela em enfermagem e comemorava as conquistas da companheira. "Ele me ajudou a me formar, pagava minha faculdade. Estava tão feliz porque eu tinha conseguido meu primeiro emprego e meu salário tinha aumentado", contou.
Pedido de casamento e despedida
O casal tinha planos para outubro deste ano. Uma viagem ao Rio Grande do Norte teria um significado especial. "Ele ia reunir minha família e meus amigos para me pedir em casamento, oficializar diante de Deus", contou Laisla. Ela lembra que, horas antes do acidente, recebeu mais uma demonstração de carinho. "Antes de falecer, ele me mandou uma mensagem no WhatsApp falando que me amava, que eu era o amorzinho da vida dele. Me beijou muito antes de entrar na piscina, estava se despedindo", relembrou.
Detalhes do acidente
O acidente aconteceu durante uma viagem a Pirenópolis, cidade goiana a 150 km de Brasília. Família e amigos celebravam o aniversário da mãe de Laisla, sogra de Alisson. Segundo o Corpo de Bombeiros, Alisson pulou de ponta na piscina da chácara e bateu a cabeça no fundo. Após o impacto, perdeu a consciência. Amigos o retiraram da água e prestaram os primeiros socorros. Durante o deslocamento, bombeiros e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encontraram familiares que levavam a vítima em um carro particular para o hospital. O atendimento foi iniciado ainda na estrada. Conforme os bombeiros, Alisson estava em parada cardiorrespiratória, sem pulso e sem respirar. As equipes realizaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar durante todo o transporte, mas a vítima foi entregue à equipe médica ainda em parada cardiorrespiratória. Segundo a Polícia Civil, a morte foi constatada no hospital.



