Dados do Ministério da Saúde apontam que muitas gestantes brasileiras não recebem o acompanhamento odontológico adequado durante a gravidez. A saúde bucal, frequentemente negligenciada nesse período, pode impactar tanto a mãe quanto o bebê. O cirurgião-dentista da clínica Dentemergência desmistifica crenças comuns e descreve sinais que exigem atendimento imediato.
Lacuna no acompanhamento odontológico de gestantes
Segundo o Ministério da Saúde, menos da metade das gestantes realiza consultas odontológicas durante o pré-natal. A falta de informação e o medo de tratamentos dentários são as principais barreiras. Especialistas alertam que problemas bucais, como cáries e gengivite, podem estar associados a partos prematuros e baixo peso ao nascer.
Desmistificando crenças sobre tratamento odontológico na gravidez
O cirurgião-dentista da Dentemergência explica que muitos mitos afastam as gestantes do dentista. Um deles é a crença de que anestesia ou radiografias são perigosas para o feto. Na verdade, procedimentos odontológicos são seguros quando realizados com as devidas precauções. “A gestante pode e deve fazer tratamentos dentários, desde que o dentista seja informado sobre a gravidez e utilize técnicas adequadas”, afirma o profissional.
Sinais que exigem atendimento imediato
Alguns sintomas não podem ser ignorados: dor de dente intensa, sangramento gengival excessivo, abscesso ou inchaço na face. “Se a gestante sentir qualquer um desses sinais, deve procurar um dentista imediatamente. A infecção bucal pode se espalhar e afetar a saúde geral”, alerta o dentista.
Recomendações para uma gestação saudável
O especialista recomenda que a saúde bucal seja incluída no plano de cuidados pré-natais. Escovação com creme dental fluoretado, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista são medidas essenciais. “Prevenir é sempre melhor que remediar, especialmente durante a gravidez”, conclui.



