A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário e a suspensão da comercialização de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal nesta quarta-feira, 3. A medida foi tomada após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.
Como identificar o lote afetado
O lote alvo da determinação é o P 200126. Na embalagem, o consumidor deve verificar a marcação no corpo da garrafa, que contém a informação: LZ1 VAL 200127 3 P 200126. A validade do lote é 20 de janeiro de 2027. A orientação da Anvisa é que se interrompa o uso imediatamente caso o produto pertença a esse lote.
Distribuição do lote
Segundo informações encaminhadas pela empresa à Anvisa, o lote possui 374,4 mil garrafas de 500 ml, distribuídas para as seguintes localidades:
- Distrito Federal: 230.443 garrafas
- Tocantins: 1.439 garrafas (Arraias, Combinado e Novo Alegre)
- Goiás: 66.768 garrafas (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão)
- São Paulo: 75.750 garrafas (Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí)
Procedimento para o consumidor
O consumidor deve checar se os produtos adquiridos pertencem ao lote P 200126. Em caso de confirmação, deve interromper o uso e acionar o atendimento ao cliente para substituição ou reembolso. Os contatos devem ser feitos pelo telefone 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br. A empresa informou que iniciou imediatamente o recolhimento junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estejam mais disponíveis para venda ao consumidor.
Origem da investigação
A investigação começou após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A análise laboratorial conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto. O resultado foi confirmado por contraprova, dando origem ao Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026. Com a confirmação, a vigilância sanitária local determinou a interdição do lote e comunicou o caso à Anvisa.
Posição da empresa
A empresa responsável, Mineração Bom Jesus Ltda., que integra o Sistema Coca-Cola e detém a marca Crystal, classificou a medida como um recolhimento preventivo e voluntário. Em nota, informou que realizou investigação interna para apurar as possíveis causas e apresentou documentação à agência reguladora. A empresa também participou de reuniões com representantes da Anvisa e colabora com as autoridades sanitárias. Desde a notificação, foram realizadas análises em mais de 300 amostras, todas com resultados negativos para microrganismos indicadores de contaminação. A empresa afirma que, devido ao alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que o lote ainda esteja disponível no mercado.



