Claudia Rezende, proprietária da Zestzing Padaria Artesanal, é um exemplo do crescimento expressivo de mulheres no comando de padarias em São Paulo. Segundo levantamento da Sampapão, 31% das padarias da capital paulista são lideradas por mulheres, um aumento de mais de 280% em relação a dez anos atrás, quando representavam apenas 8%.
Trajetória de Claudia Rezende
Claudia começou a se interessar por culinária ainda criança, mas seguiu carreira como atriz, bailarina e depois executiva de comunicação. Em 2013, durante o curso de Cozinheiro Chef Internacional no Senac, descobriu a panificação. "Foi ali que percebi que fazer pão era possível. Sempre achei que era algo para poucos iluminados", lembra. Ela se especializou em escolas nos Estados Unidos e França, apaixonando-se pela viennoiserie.
Desafios da produção caseira
Antes de abrir a padaria, Claudia produzia em casa, enfrentando limitações de espaço. Ela chegou a fazer 200 croissants à mão, sem laminadora, em um quarto com ar-condicionado para manter a temperatura ideal. Com o aumento das encomendas, vizinhos reclamaram e ela precisou buscar um espaço próprio.
Abertura da Zestzing e pandemia
A Zestzing Padaria Artesanal abriu em março de 2020, mas fechou logo devido à pandemia. Claudia continuou produzindo com ajuda da família e reabriu em setembro do mesmo ano. "Na padaria artesanal, a gente trabalha pensando no máximo da qualidade. Não é só fazer um produto, é ter cuidado com cada ingrediente e com cada etapa", afirma.
Números e produtos
A padaria utiliza mensalmente cerca de 1,2 toneladas de farinha e produz 60 tipos diferentes de produtos, totalizando 700 itens por dia. Os mais vendidos incluem croissant, baguete, demi croissant creme laranja, canellé, torcido de queijo, folhado caprese e polvilho.
Claudia, hoje com quase 68 anos, representa a transformação do setor: "O padeiro de hoje não trabalha só com as mãos. Trabalha também com conhecimento."



