Holy Tavern: crítica ao hambúrguer de R$ 250 e falhas técnicas
Holy Tavern: hambúrguer de R$ 250 decepciona em crítica

O restaurante Holy Tavern, em São Paulo, é a expressão mais fiel da gastronomia paulistana atual: elevada autoestima, menu superfaturado e técnica que não sustenta a ambição. Com entrada às 22h, discurso de nove minutos do chef e um hambúrguer de R$ 250 com foie gras e demi-glace, o estabelecimento segue um script com muita convicção e pouco resultado.

Hambúrguer de R$ 250: luxo sem substância

O hambúrguer, carro-chefe do cardápio, custa R$ 250 e leva foie gras e demi-glace. Apesar da proposta ousada, a execução deixa a desejar. A carne, embora de qualidade, não apresenta o ponto solicitado, e o foie gras chega à mesa quase derretido, sem textura. O demi-glace, por sua vez, é mais salgado do que encorpado, resultando em um prato desequilibrado.

Carpaccio e prime rib: decepções confirmadas

O carpaccio, outro destaque do menu, é servido com lascas de parmesão e rúcula, mas a carne é cortada de forma irregular, com pedaços grossos que dificultam a mastigação. O tempero é ácido demais, escondendo o sabor do ingrediente principal. Já o prime rib, vendido como uma experiência premium, chega à mesa com a carne ressecada e o molho separado, indicando falta de técnica no preparo.

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Almôndega: o único ponto positivo

Em meio às falhas, a almôndega se destaca como o melhor prato da noite. Feita com carne suína e bovina, é suculenta e bem temperada, acompanhada de um molho de tomate caseiro que equilibra acidez e doçura. No entanto, o acerto não é suficiente para salvar a experiência geral.

Ambiente e serviço: taverna de luxo com protocolo exagerado

O ambiente do Holy Tavern é descrito como uma taverna de luxo, com iluminação baixa, móveis de madeira escura e uma adega bem abastecida. O serviço, porém, é marcado por um protocolo rígido: o chef faz um discurso de nove minutos antes de cada serviço, explicando a filosofia do restaurante. Para muitos clientes, o ritual soa pretensioso e desnecessário, atrasando o início da refeição.

Preço elevado não se justifica

Com pratos que variam de R$ 80 a R$ 250, a conta média por pessoa ultrapassa os R$ 300, sem bebidas. A avaliação geral é de que o Holy Tavern não entrega o que promete: a técnica não sustenta a ambição, e o custo-benefício é baixo. O restaurante recebeu nota 0/5 na crítica, sendo classificado como uma decepção gastronômica.

Segundo o crítico, “Holy Tavern é a expressão mais fiel da gastronomia paulistana hoje: elevada autoestima, menu superfaturado e técnica que não sustenta a ambição”. A frase resume o sentimento de quem espera uma experiência à altura do preço e sai frustrado.

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