STJ interrompe julgamento de Adriana Villela e caso vai a plenário presencial
STJ interrompe julgamento de Adriana Villela; caso vai a plenário

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Pires Brandão pediu destaque no julgamento dos recursos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal contra a decisão que anulou a condenação de Adriana Villela. Com isso, o caso será discutido presencialmente pelo colegiado, interrompendo o julgamento virtual que já contava com dois votos.

Votos divergentes e pedido de destaque

O relator do caso, ministro Sebastião Reis Júnior, votou para manter a anulação da condenação de Adriana. Já o ministro Rogério Schietti Cruz divergiu e pediu a execução imediata da pena privativa de liberdade. No entanto, diante do pedido de destaque, os votos e os recursos do MP serão analisados em sessão presencial.

Adriana Villela é acusada de ser a mandante do assassinato dos pais e da empregada da família, ocorrido em 2009, crime conhecido como "Crime da 113 Sul". Ela havia sido condenada a 61 anos de prisão em 2023, mas a condenação foi anulada em 2025.

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Motivos da anulação

A anulação da condenação ocorreu sob o argumento de que Adriana não pôde exercer plenamente seu direito de defesa durante o júri popular. Segundo o processo, os vídeos dos depoimentos dos executores do crime só foram disponibilizados aos advogados de Adriana no sétimo dia de julgamento, em 29 de setembro de 2019. Esses vídeos foram exibidos em primeira mão no documentário "Crime da 113 Sul", lançado pelo Globoplay em 2025.

Com a decisão, Adriana voltou a ser ré pelos crimes, mas as provas e depoimentos colhidos desde 2010 foram anulados.

O crime

Em 2009, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, quadra nobre de Brasília, foram assassinados: o pai de Adriana, José Guilherme Villela, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 73 anos, com 38 facadas; a mãe, Maria Carvalho Mendes Villela, advogada, de 69 anos, com 12 facadas; e a empregada doméstica Francisca Nascimento da Silva, de 58 anos, com 23 facadas. Os corpos foram encontrados em estado de decomposição em 31 de agosto de 2009. A perícia indicou que as mortes ocorreram em 28 de agosto de 2009, por volta das 19h15.

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