Servidora é investigada por estudar medicina no Paraguai durante plantões
Servidora investigada por estudar medicina no Paraguai

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu investigação contra a servidora pública Elizângela Torres Lima por suspeita de improbidade administrativa e descumprimento de carga horária no Hospital Regional de Xambioá. A mulher estaria matriculada no curso de medicina na Universidad Autónoma San Sebastián de San Lorenzo, no Paraguai, enquanto registrava plantões na unidade de saúde. A suspeita é de que as folhas de ponto teriam sido assinadas por terceiros.

Investigação do MPTO

As informações foram publicadas no Diário Oficial do Ministério Público no dia 24 de junho. Segundo o documento, a universidade paraguaia confirmou ao MP que a servidora estava matriculada no curso de medicina. O órgão solicitou à instituição de ensino o histórico acadêmico completo, incluindo horários das aulas e registros de frequência.

Para dar continuidade à apuração, o MPTO também pediu à Secretaria Estadual de Saúde (SES) as folhas de ponto da servidora registradas no Hospital Regional de Xambioá entre janeiro de 2025 e maio de 2026. A SES foi procurada, mas não respondeu até a última atualização da reportagem. O g1 não localizou o contato da defesa da servidora.

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Contexto e próximos passos

A investigação busca esclarecer se houve descumprimento de carga horária e se terceiros assinaram os registros de ponto no lugar da servidora. Caso confirmada a improbidade, Elizângela Torres Lima poderá responder por danos ao erário e sofrer sanções como perda do cargo e suspensão dos direitos políticos.

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