A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30) a segunda fase da Operação Anáfora, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Detalhes da operação
As investigações tiveram início em 2024, quando a PF identificou um grupo criminoso que atuava na concessão fraudulenta de benefícios previdenciários. Na primeira fase, realizada em novembro de 2025, foram presas 12 pessoas. Agora, a segunda fase mira a obtenção de novas provas contra os envolvidos.
Segundo a Polícia Federal, as fraudes consistiam na inserção de dados falsos nos sistemas do INSS para obter aposentadorias e pensões indevidas. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 50 milhões.
Mandados e alvos
Os mandados estão sendo cumpridos em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados. A PF não divulgou os nomes dos alvos, mas informou que entre eles estão servidores públicos e intermediários que atuavam na obtenção dos benefícios ilegais.
“A operação visa coletar documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam comprovar a participação dos investigados no esquema”, afirmou o delegado responsável, Carlos Eduardo de Oliveira.
Impacto e próximos passos
A segunda fase da Operação Anáfora representa um avanço no combate às fraudes previdenciárias, que causam danos significativos ao sistema de seguridade social. A PF estima que o grupo criminoso atuava há pelo menos cinco anos, utilizando laranjas e empresas de fachada para desviar recursos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações. As penas somadas podem ultrapassar 15 anos de reclusão.



