A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a pistola Glock, anteriormente considerada como não localizada pelo Exército Brasileiro, encontra-se sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. A informação foi apresentada pelos advogados em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Detalhes da localização da arma
Segundo a defesa, a pistola Glock de calibre 9mm, registrada em nome de Bolsonaro, é a mesma que foi apreendida em uma blitz de trânsito ocorrida em 2023, no Distrito Federal. Na ocasião, o ex-presidente foi abordado por policiais civis que encontraram a arma em seu veículo. Esse episódio deu origem a um inquérito policial que investiga suposto porte ilegal de arma de fogo.
Os advogados alegam que há uma divergência no número de série da arma, o que teria gerado confusão sobre sua localização. Enquanto o Exército afirmou ao STF que a pistola e uma espingarda não estavam sob sua custódia, a defesa sustenta que a Glock está regularmente apreendida e registrada nos autos do inquérito da Polícia Civil.
Posição do Exército e da Polícia Federal
Em ofício encaminhado ao STF, o Exército Brasileiro informou que, após diligências, não localizou a pistola Glock nem uma espingarda que também estavam sob sua responsabilidade. A corporação afirmou que as armas deveriam ter sido entregues à Polícia Federal, conforme determinação judicial, mas não estavam mais em seu poder.
A defesa de Bolsonaro, no entanto, contesta essa versão. Segundo os advogados, a pistola nunca esteve sob posse do Exército após a apreensão, tendo sido diretamente encaminhada à Polícia Civil do DF. Eles pedem que o STF oficie a Polícia Civil para confirmar a localização da arma e esclarecer a divergência.
Impacto jurídico e político
O caso ganhou repercussão política por envolver o ex-presidente e a posse de armas de fogo. Bolsonaro é conhecido por sua defesa do armamento civil e já foi alvo de investigações relacionadas ao porte de armas. A situação pode influenciar o andamento de outros processos contra ele, incluindo aqueles que tratam de supostas irregularidades no acervo de armas do ex-presidente.
O STF ainda não se manifestou sobre a petição da defesa. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se solicita esclarecimentos adicionais à Polícia Civil ou ao Exército. Enquanto isso, a pistola Glock permanece sob custódia da Polícia Civil do DF, aguardando definição judicial.



