A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, protocolou nesta quarta-feira (31) um pedido de revogação da prisão preventiva. O pedido ocorre após Bernal ser internado na Santa Casa de Campo Grande na terça-feira (30), depois de passar mal no Presídio Militar.
Internação e problemas cardíacos
Segundo o advogado Ricardo Machado, Bernal foi encaminhado ao hospital e deve passar por um procedimento cirúrgico. Exames no coração identificaram uma série de lesões. Ele segue em avaliação médica na unidade hospitalar.
Bernal está preso no Presídio Militar desde 24 de março, acusado de matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini durante uma disputa pela posse de um imóvel.
Detalhes do crime
O imóvel havia pertencido a Bernal, foi levado a leilão judicial e arrematado por Mazzini. Bernal será julgado por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena pode ser aumentada porque Mazzini tinha mais de 60 anos.
A data do júri popular ainda não foi definida.
Argumentos da defesa
Durante o processo, a defesa pediu a absolvição de Bernal e alegou legítima defesa. O juiz, porém, afirmou que essa versão é "controversa" diante das provas reunidas. O crime foi registrado por câmeras de segurança e presenciado por um chaveiro que acompanhava a vítima. Segundo a decisão judicial, as imagens mostram que os disparos foram feitos logo após a chegada de Mazzini, sem discussão prévia nem reação da vítima.
A defesa do ex-prefeito também tenta reverter a prisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Relembre o caso
Segundo a investigação, Alcides Bernal matou Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, no bairro Jardim dos Estados. Bernal afirma que a vítima invadiu o imóvel e sustenta que agiu em legítima defesa. Mazzini havia arrematado o imóvel em leilão judicial e estava na fase final de regularização em cartório.
Ao g1, Bernal afirmou que foi avisado pelo sistema de segurança sobre a entrada de três homens na casa e disse que agiu em legítima defesa. Ele também afirmou que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após os disparos e se apresentou à delegacia para prestar depoimento.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Mazzini foi atingido por dois disparos, sofreu três perfurações e chegou a ser reanimado, mas morreu no local. O corpo foi encontrado na varanda da casa. Não havia moradores no imóvel. Na caminhonete da vítima, os policiais encontraram uma notificação extrajudicial de desocupação do imóvel.



