Amanda Partata condenada a 6 anos por perseguir ex-namorado em Goiás
Amanda Partata condenada a 6 anos por perseguição

A advogada Amanda Partata foi condenada a uma pena total de 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de perseguição, extorsão e falsidade ideológica contra o ex-namorado. Além da reclusão, ela terá que pagar R$ 25 mil a ele por danos morais. A sentença foi proferida pelo juiz Luciano Borges da Silva, do Tribunal de Justiça de Goiás.

Detalhes da condenação

Na decisão publicada na última segunda-feira (8), o magistrado destacou o transtorno e abalo emocional causados à vítima. Ele afirmou que a conduta de Amanda perturbou a rotina, as relações sociais e profissionais do ex-namorado, além de impor humilhações, temor e traumas. A condenação ocorre cerca de dois anos e meio após as mortes de Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e sua mãe, Luzia Alves, de 86, pelas quais Amanda também é acusada de envenenamento.

Penas aplicadas

As penas para cada crime foram: extorsão: 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, mais 61 dias-multa; perseguição: 7 meses de reclusão e 11 dias-multa; falsidade ideológica: 3 meses e 15 dias de detenção. As penas de reclusão podem ser cumpridas em regime fechado, semiaberto ou aberto, enquanto a detenção pode ser em regime semiaberto ou aberto. Cada dia-multa equivale a um décimo do salário mínimo vigente em 2023 (R$ 1.320), e os valores serão destinados ao Fundo Penitenciário Estadual.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação da defesa

A defesa de Amanda, representada pelo advogado Rodrigo Faucz, afirmou que a sentença não reflete o conjunto probatório, especialmente o que ocorreu na audiência. Em nota, Faucz disse que as provas válidas apontam para a inexistência dos crimes e que recorrerá pedindo a absolvição. Em fevereiro, durante audiência, ele alegou que Amanda sofre de problemas de saúde mental.

Crimes de perseguição e extorsão

No caso de extorsão, o ex-namorado não chegou a pagar os valores exigidos por Amanda, que cobrava anonimamente por números desconhecidos, sob a alegação de um falso assédio. O juiz explicou que, mesmo sem o pagamento, o crime foi configurado, pois a Justiça não exige a obtenção da vantagem financeira. Quanto à perseguição, a vítima relatou mensagens e ligações anônimas com ameaças a ele, à família e à própria Amanda, todas atribuídas a ela pelas investigações.

Investigação das mortes

Em 20 de dezembro de 2023, Amanda foi presa suspeita de envenenar o ex-sogro e a mãe dele com veneno colocado em bolos de pote. A substância, considerada potente e letal mesmo em pequenas doses, não tem sabor nem odor. A advogada também responde por duas tentativas de homicídio contra outros familiares que recusaram os alimentos. O Ministério Público de Goiás denunciou Amanda por duplo homicídio qualificado e dupla tentativa de homicídio qualificado, apontando motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. A Polícia Civil acredita que os assassinatos foram motivados por rejeição após o fim do namoro de um mês e meio.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar