A Promotoria de Manhattan, nos Estados Unidos, anunciou a retirada da acusação de estupro contra o ex-magnata de Hollywood Harvey Weinstein, após três julgamentos consecutivos terminarem sem um veredicto final. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira, encerrando um dos capítulos mais emblemáticos da era #MeToo.
Três julgamentos sem consenso
O caso envolvia a acusação de que Weinstein teria estuprado uma atriz em um hotel de Nova York. Durante os três julgamentos, o júri não conseguiu chegar a um veredicto unânime, resultando em anulações de julgamento. Segundo o promotor, a decisão de retirar a acusação foi tomada após avaliar que novas tentativas não levariam a uma condenação.
“Após três julgamentos e uma extensa revisão das evidências, concluímos que não é possível prosseguir com este caso específico”, afirmou o promotor de Manhattan, em comunicado oficial. A vítima, que não teve o nome revelado, foi informada da decisão e manifestou decepção.
Weinstein já cumpre pena por outros crimes
Harvey Weinstein, de 73 anos, atualmente cumpre pena de 23 anos de prisão em Nova York por condenações anteriores de crimes sexuais, incluindo estupro e agressão sexual. Ele também foi condenado em Los Angeles a 16 anos de prisão por outro estupro, embora esteja recorrendo da sentença.
A retirada da acusação não afeta as outras condenações. Weinstein continua detido e aguarda julgamento de recursos. Seus advogados comemoraram a decisão, mas ressaltaram que o cliente ainda enfrenta outras acusações.
Impacto no movimento #MeToo
O caso de Weinstein foi um dos catalisadores do movimento #MeToo, que encorajou milhares de mulheres a denunciar assédio e abuso sexual. Embora a retirada desta acusação específica seja vista como um revés, ativistas destacam que as condenações anteriores já representam uma vitória para as vítimas.
“A luta contra a impunidade continua. Cada caso é único, e o fato de ele estar preso mostra que o sistema pode funcionar”, declarou uma porta-voz do movimento. A promotoria de Manhattan afirmou que continuará a apoiar vítimas de crimes sexuais e a buscar justiça em outros casos.



