A Controladoria Geral do Estado do Rio de Janeiro revelou que funcionários fantasmas foram identificados em todos os 77 órgãos públicos do estado. A maioria está ligada a políticos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a gestões anteriores. Muitos desses comissionados não registravam presença nas catracas dos locais de trabalho nem acessavam os computadores.
Exonerações em massa desde março
Desde março, o governo fluminense exonerou 4.283 comissionados que não exerciam funções efetivas. A medida já resultou em uma economia de R$ 230 milhões projetada até o fim do ano. As investigações continuam, com auditorias em curso e novas exonerações previstas.
Segundo a Controladoria, os funcionários fantasmas estavam espalhados por todas as secretarias e órgãos, sem exceção. A maioria ocupava cargos de confiança sem qualquer contrapartida de trabalho. O esquema foi descoberto após cruzamento de dados de frequência, acesso a sistemas e registros de catracas.
Impacto financeiro e político
A economia de R$ 230 milhões representa um alívio para as contas públicas do estado, que enfrenta grave crise fiscal. O governo estadual afirma que os recursos economizados serão direcionados para áreas prioritárias como saúde e educação. A Alerj ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
As auditorias seguem em andamento para identificar outros possíveis casos. A Controladoria Geral do Estado informou que novas listas de exoneração devem ser divulgadas nas próximas semanas. O objetivo é eliminar completamente a prática de funcionários fantasmas na administração pública fluminense.



