Campinas anuncia Poupatempo no Palácio da Justiça para novembro
Poupatempo no Palácio da Justiça de Campinas em novembro

A Prefeitura de Campinas (SP) anunciou, nesta quarta-feira (10), que pretende inaugurar uma nova unidade do Poupatempo dentro do antigo Palácio da Justiça, no Centro da cidade, em novembro deste ano. A previsão é que a unidade realize até 360 atendimentos por dia e 7.920 por mês, totalizando uma circulação de até 12 mil pessoas mensalmente. Serão nove pontos de atendimento e uma sala médica.

De acordo com a administração municipal, o Poupatempo será instalado no térreo do Palácio da Cidade, com a promessa de trazer revitalização da região central, desenvolvimento econômico, mais atividade no Centro e ampliação do acesso aos serviços públicos.

Palácio da Cidade

O Palácio da Justiça passará a se chamar “Palácio da Cidade” e abrigará, em seis pavimentos, serviços de diversas áreas da administração municipal. Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), a mudança faz parte de uma estratégia para impulsionar a revitalização do Centro. A prefeitura não informou o custo total da obra, já que cada setor será responsável por realizar e financiar as adaptações necessárias em seus espaços.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A expectativa é de atender cerca de 30 mil pessoas por mês, com uma equipe de 370 funcionários atuando no local. A centralização dos serviços também deve permitir a desocupação de imóveis alugados, gerando uma economia estimada em R$ 2 milhões por ano, de acordo com a prefeitura. O prazo inicial para transferência total dos serviços públicos e secretarias era até o início de 2026. Em abril, a Prefeitura informou que a entrega atrasou e, com isso, as obras seriam concluídas em outubro deste ano, junto com a transferência completa dos serviços públicos para o prédio.

Distribuição dos serviços

Primeiro andar: Concentra a maior parte dos atendimentos ao público, incluindo, além do Poupatempo: Vigilância Sanitária (boletos, carteirinha de febre amarela e orientações); Cadastro Único (cadastros, benefícios e tarifas sociais); Desenvolvimento Econômico (Via Rápida e Incra); 156 (solicitações, cartão Bem Acessível e credenciais); Juventude Conectada (apoio em agendamentos); Sanasa (ligações, cadastros e 2ª via de conta); Emdec (multas, recursos e emissão de boletos); CPFL (contas, débitos e serviços de ligação); Junta Militar (alistamento e regularização); CPAT (emprego, seguro-desemprego e orientação); Casa do Empreendedor (atendimento a MEIs, Banco do Povo e Sebrae); Procon (reclamações e orientação ao consumidor); Concilia Campinas (negociação de dívidas com o município); e Juizado da PUC (demandas de menor complexidade). Além disso, o andar terá salas de capacitação, entrevistas, o gabinete da Secretaria de Trabalho e Renda e um auditório para 230 pessoas.

Segundo andar: Fumec, com cursos atualmente oferecidos pelo Ceprocamp.

Terceiro andar: DEPS (escola de saúde pública para servidores e residentes) e Serviço de Saúde Digital.

Quarto andar: Escola de Governo (cursos para servidores) e Promoção à Saúde do Servidor (qualidade de vida, segurança e acompanhamento).

Quinto andar: Setec, com atendimento a permissionários (taxas e mensalidades).

Histórico e impasse

O imóvel é do estado de São Paulo e estava cedido ao Tribunal de Justiça. No local, funcionaram varas do júri, juizados especiais e cartórios eleitorais. No ano passado, a desocupação do prédio foi confirmada. No dia 26 de fevereiro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) assinou o decreto que liberou a cessão do Palácio da Justiça para o município de Campinas. A permissão para uso é de 40 anos. Anteriormente, ele seria destinado à Câmara de Vereadores, mas a decisão foi revertida para os serviços municipais.

O edifício, em frente à Praça Guilherme de Almeida, tem o estilo arquitetônico art déco e relação direta com o plano de melhoramento urbano projetado por Prestes Maia. O imóvel tem área construída de 8 mil metros quadrados, sete pavimentos e 3,5 mil m² de salas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar