Policiais e peritos do Rio de Janeiro apontaram as principais áreas onde a contrapartida do governo estadual em segurança pública, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (Propag), deve ser aplicada. Entre as sugestões estão priorizar ações de inteligência, investir na perícia técnica, oferecer melhores condições de trabalho aos agentes e equipar as forças policiais.
Investimento bilionário até 2027
O Propag prevê um investimento de R$ 1,24 bilhão na segurança pública fluminense entre 2026 e 2027. Os recursos são parte de um pacote maior do governo federal, mas exigem contrapartidas estaduais. A definição de como esses recursos serão aplicados é crucial para a eficácia das ações.
Prioridades apontadas por especialistas
Em reunião técnica, peritos da Polícia Civil destacaram a necessidade de criação de um complexo integrado para órgãos periciais, que centralizaria exames e reduziria o tempo de resposta. A aquisição de equipamentos modernos, como scanners 3D e softwares de análise de dados, também foi mencionada como essencial para modernizar a perícia.
Policiais civis e militares enfatizaram a importância de investir em inteligência, com sistemas de monitoramento e análise criminal, além de melhorias na infraestrutura das delegacias e batalhões. “Precisamos de condições dignas de trabalho para que o policial possa se dedicar à investigação e ao patrulhamento”, afirmou um representante da categoria, sob condição de anonimato.
Impacto na segurança pública
Especialistas avaliam que a aplicação correta dos recursos pode reduzir os índices de criminalidade, especialmente em áreas com alta incidência de roubos e homicídios. A integração entre as forças policiais e a modernização da perícia são vistas como passos fundamentais para aumentar a elucidação de crimes.
O governo estadual ainda não definiu oficialmente o plano de aplicação, mas as sugestões dos profissionais da segurança devem ser consideradas na elaboração do cronograma de execução.



