Em São Carlos (SP), o empresário José Arthur de Oliveira e seu filho Leonardo Coelho de Paula Ribeiro, de 9 anos, criaram um bolão esportivo solidário que destina 40% do valor arrecadado à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). A iniciativa surgiu quando Leonardo, ao completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo, descobriu que não conhecia a tradição do bolão.
Inspiração e desenvolvimento com IA
Segundo José Arthur, na última Copa Leonardo era muito novo e não entendia a competição. “O que mais me chamou a atenção é que ele não conhecia bolão. E eu me deparei naquela situação de que, poxa, realmente, acho que é uma tradição das Copas do Mundo. A última Copa o Léo tinha cinco anos, então ele não entendia direito”, afirmou o empresário. Para concretizar a ideia, pai e filho utilizaram inteligência artificial e, em apenas dois dias, desenvolveram a plataforma.
Solidariedade como objetivo principal
José Arthur já conhecia e admirava o trabalho da Apae, o que motivou a destinação de parte da arrecadação à instituição. “Além da diversão dos palpites, o objetivo principal é a solidariedade”, destacou. A iniciativa recebeu apoio de familiares e amigos. O tio de Leonardo, Rodrigo Coelho de Paula, um dos primeiros participantes, elogiou a criatividade do sobrinho. “Eu sou o maior fã do Léo, né? Então, na hora que ele veio com a ideia, ainda conseguiu juntar uma ação social, com toda essa pegada da Copa, todo mundo entusiasmado. Eu ficava clicando, como que tá o Léo?”, relatou.
Aprimoramento contínuo e palpites
Pai e filho seguem trabalhando juntos para aprimorar o aplicativo. Enquanto acompanham os jogos, fazem seus palpites. Leonardo aposta em uma vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti; Rodrigo acredita em 4 a 1 e brinca que ninguém deve copiar seu palpite. Independentemente dos acertos, a Apae continuará sendo beneficiada com as doações arrecadadas, reforçando que “quem realmente ganha é a solidariedade”.



