Alarme falso da Defesa Civil e críticas a políticos marcam cartas dos leitores
Alarme falso da Defesa Civil e críticas a políticos marcam cartas

Na madrugada de sábado, um alerta sonoro da Defesa Civil acordou moradores de oito cidades brasileiras com a palavra "Misantropia". O susto gerou críticas nos leitores do Estadão, que classificaram o episódio como "piada de mau gosto". O leitor Roberto Solano, do Rio de Janeiro, relatou: "Acordei na madrugada de sábado com um alerta sonoro no celular e uma mensagem da Defesa Civil: ‘Misantropia’. Fiquei na dúvida entre perguntar ao Google o que quer dizer misantropia ou tomar um remédio para pressão." Ele ironizou: "O Brasil virou o país das piadas de mau gosto: Daniel Vorcaro, Lula da Silva, políticos corruptos, STF sem moral e aviso sonoro falso na madrugada." Aldo Bertolucci, de São Paulo, questionou a segurança dos sistemas públicos: "qual é a qualidade dos sistemas que gerem o INSS, a folha de pagamento do setor público, a dívida pública e o controle das contas a pagar do setor público?"

Corrupção e impunidade no Congresso

Rodrigo Cezar Pereira, de São Paulo, elogiou o editorial "Orgulhosa sem-vergonhice" do Estadão de 21/6, que retrata a normalização do comportamento antiético entre parlamentares. Ele afirmou: "Dá a impressão de que, como o ex-banqueiro corruptor Daniel Vorcaro comprou quase todos em Brasília, no fim haverá alguém igualmente envolvido que irá barrar as investigações." Para ele, a impunidade é realidade: "Assistimos ao ‘mecanismo’ se protegendo às claras, sem medo, sem vergonha." Destacou o ministro André Mendonça como "o único interessado naquela corte a agir com rigor e decência". Marcos Lefevre, de Curitiba, comentou sobre o estrago da corrupção: "Além dos prejuízos financeiros pagos pelos contribuintes, ainda dissemina a conclusão de que o crime, aqui, compensa."

Lobby das bets e riscos sociais

Gilson J. Rasador, de São Paulo, elogiou a campanha do Estadão contra os riscos das apostas online. Ele citou dados e estudos de especialistas em finanças e saúde mental, destacando que as casas de apostas "aproveitam o momento da Copa do Mundo para tentar nos convencer de que a única opção para sermos felizes é apostar". Mencionou projetos de lei (PL 2.478/2026 na Câmara e PL 2.470/2026 no Senado) para proibir anúncios de bets, mas alertou: "sabemos da força do lobby das casas de apostas junto dos parlamentares."

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Pautas-bomba e controle fiscal

Willian Martins, de Guararema, apoiou a proposta de súmula defendida pelo Estadão para limitar gastos do Parlamento. Ele criticou a "gastança desenfreada" e afirmou: "A Lei de Responsabilidade Fiscal, idealizada e aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso, foi um marco importante que, infelizmente, vem sendo ignorado pelo Congresso." José Roberto Sant’Ana, de Rio Claro, elogiou o ministro Gilmar Mendes por pautar medida contra pautas-bomba: "Pautas-bomba são o terror contra o controle fiscal e arrasam os comumente saqueados fundos governamentais, a dívida pública, o sistema previdenciário e o sistema de saúde."

Segurança pública e 'jeitinho' brasileiro

Arcangelo Sforcin Filho, de São Paulo, apoiou o governador Tarcísio ao "ouvir o medo" e pedir desculpas, defendendo "mais liberdade de trabalho" para policiais. Dirceu Cardoso Gonçalves, de São Paulo, comentou sobre as prisões recentes e a sensação de reação do poder público contra o crime. Ele lembrou que "o Brasil convive há décadas com a fama de país do ‘jeitinho’" e concluiu: "a saída para o país do jeitinho é simples: cumprir a lei."

Política externa e Copa do Mundo

Marcos Viana, de Curitiba, celebrou o fato de o Brasil estar há 81 anos sem guerras: "O mundo deveria aprender com a gente." Paulo Sergio Arisi, de Porto Alegre, criticou guerras atuais: "Falta inteligência natural, geopolítica e moral." Sobre a Copa, Luiz Frid, de São Paulo, sugeriu convocar só jogadores que atuam no Brasil para aumentar o apelo da camisa. Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, discordou do termo "show de bola" para a vitória de 3 a 0 sobre o Haiti: "houve uma pequena evolução contra o ‘inocente’ Haiti. O Brasil praticou um futebol pragmático, e não houve show de ninguém."

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