O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou que o pedido do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para que o ministro Alexandre de Moraes investigue o financiamento da empresa Dark Horse para o filme sobre Jair Bolsonaro deve ser encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão pavimenta o caminho para que Mendonça abra uma investigação formal sobre o caso.
Contexto do parecer
O parecer foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e enviado ao STF nesta semana. Nele, Gonet afirma que o pedido de Lindbergh não se relaciona diretamente com os inquéritos já em curso sob a relatoria de Alexandre de Moraes, mas sim com o chamado “caso Master”, que investiga supostas irregularidades financeiras envolvendo a Dark Horse e outras empresas.
Segundo a PGR, a competência para analisar o pedido é de André Mendonça, que já atua como relator de ações relacionadas ao grupo Master. “A conexão entre os fatos narrados e o objeto do inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça é evidente”, diz trecho do parecer.
Reações e próximos passos
O senador Lindbergh Farias comemorou o parecer, afirmando que “a PGR reconhece que há elementos para investigar o financiamento suspeito da Dark Horse”. A defesa da empresa ainda não se manifestou oficialmente.
Caso Mendonça acate o parecer, ele poderá determinar diligências como quebra de sigilos bancário e fiscal, além de oitiva de testemunhas. O caso Master já investiga supostos desvios de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo a Dark Horse, e a nova investigação pode ampliar o escopo das apurações.
Impacto político
A decisão de Gonet é vista como um revés para a estratégia da oposição, que buscava manter o caso sob a relatoria de Alexandre de Moraes, conhecido por sua atuação mais incisiva em investigações contra o bolsonarismo. Com Mendonça, indicado por Bolsonaro, a tendência é que o processo tenha um ritmo diferente.
Especialistas ouvidos pela coluna avaliam que o parecer da PGR fortalece a posição de Mendonça dentro do STF e pode influenciar outras investigações em andamento. O caso segue sob sigilo, e não há prazo para decisão do ministro.



