A Prefeitura de São Vicente, no litoral de São Paulo, instalou 'faltômetros' em todas as unidades de saúde primária e especializada no segundo semestre de 2025 para conscientizar a população sobre o absenteísmo. Os painéis exibem a frase: 'A consulta que você falta, faz falta a alguém'.
Um terço dos pacientes falta aos agendamentos
Dados da administração municipal revelam que um a cada três pacientes (33%) não compareceu aos agendamentos de saúde na cidade no primeiro semestre de 2026. O índice coloca São Vicente como o segundo município com maior taxa de faltas da Baixada Santista, atrás apenas de Guarujá (40%).
Segundo a prefeitura, as ausências em consultas e exames na rede pública preocupam a região, pois aumentam o tempo nas filas de espera. Para combater o problema, o Departamento Regional de Saúde (DRS) aprovou um plano de melhoria na comunicação e organização dos atendimentos, com ações previstas para este semestre.
Faltas seguem em alta apesar das medidas
Apesar das iniciativas, as faltas continuaram crescendo. Na rede especializada, as ausências passaram de 23,4 mil entre janeiro e maio de 2025 para 25 mil no mesmo período de 2026. Já na atenção básica, a prefeitura contabilizou 32,5 mil faltas de janeiro a junho de 2025, contra 35,2 mil nos mesmos meses de 2026.
Impacto no tempo de espera
Considerando a média de faltas de 33%, uma unidade que realiza 200 atendimentos por mês deixa de receber, em média, 15 pacientes por semana. Para um paciente colocado no 500º lugar de uma fila, a espera duraria cerca de dois meses e meio se todos comparecessem. Porém, com um terço de ausências, o tempo de espera sobe para mais de três meses e meio.
Além dos faltômetros, a prefeitura informou que adota outras estratégias para reduzir o absenteísmo, como a comunicação prévia sobre os agendamentos e a atuação dos agentes comunitários de saúde, que fazem busca ativa de pacientes para reforçar a importância do comparecimento.
Ranking de faltas na Baixada Santista
- Guarujá: 40% (em 2026)
- São Vicente: 33% (janeiro a junho)
- Itanhaém: 29,9% (janeiro a junho)
- Bertioga: 27% (janeiro a abril)
- Santos: 24% em consultas e 14% em exames (janeiro a maio)
- Cubatão: 23% (janeiro a junho)
- Praia Grande: 23% (janeiro a abril)
- Mongaguá: 22,3% (janeiro a maio)
- Peruíbe: não respondeu.



