As Cataratas do Iguaçu, uma das sete maravilhas naturais do mundo, atraem milhares de turistas todos os anos. No entanto, o cenário de contemplação tem sido marcado por atos de imprudência que colocam vidas em risco. Somente em 2026, foram registrados pelo menos três incidentes envolvendo visitantes que desrespeitaram as regras de segurança.
Turista pula nas águas para recuperar celular
O caso mais recente ocorreu no sábado, 6 de janeiro de 2026, quando um turista brasileiro se pendurou na passarela e pulou no rio para pegar um celular que havia caído. A cena foi filmada por outros visitantes no lado brasileiro, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Nas imagens, é possível vê-lo se pendurar, saltar e ficar próximo às quedas d'água antes de recuperar o aparelho e retornar à estrutura. O nome do turista não foi divulgado.
A administração do Parque Nacional do Iguaçu informou que bombeiros civis da unidade, que monitoram trilhas e a passarela de acesso à Garganta do Diabo, atenderam a situação. "Ao tomar conhecimento, os profissionais realizaram intervenção imediata, orientaram o visitante sobre procedimentos de segurança e o acompanharam até o fim do passeio, quando ele foi retirado do parque", disse a administração.
Resgate de chapéu na Garganta do Diabo
Em janeiro de 2026, outro incidente ocorreu no mirante da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas. Um turista pulou as grades de proteção para recuperar um chapéu, caminhando pela borda do abismo, que tem cerca de 80 metros de altura (equivalente a um prédio de 27 andares). A cena foi registrada por visitantes.
Bebê colocado em risco para foto
Em fevereiro de 2026, um bebê foi colocado em perigo no mesmo local. Visitantes filmaram um homem erguendo a criança no ar, acima das grades de segurança, enquanto uma mulher fotografava a ação. O local ficava a poucos metros da queda d'água.
Proibições e sanções
As administrações brasileira e argentina do Parque Nacional do Iguaçu reforçam que é expressamente proibido ultrapassar, subir ou sentar nos guarda-corpos e grades de proteção, seja para fotos ou recuperação de objetos. A concessionária Iguazú Argentina S.A. afirmou que as estruturas existem para evitar riscos e que a segurança depende da responsabilidade dos visitantes. No lado argentino, infratores podem ser multados e proibidos de frequentar outros parques nacionais da Argentina.
Já a concessionária Urbia Cataratas, no lado brasileiro, orienta que, em caso de queda de objetos no rio ou encostas, os visitantes devem acionar a equipe de bombeiros para avaliar o resgate conforme as condições de segurança. O trabalho é integrado entre bombeiros, equipes de segurança e, quando necessário, a Polícia Militar. "Essa medida é fundamental para preservar a integridade dos profissionais e garantir a segurança dos demais visitantes", informou a Urbia Cataratas.



