O projeto Amapá em Campo está transformando ruas e passarelas de Macapá em espaços mais coloridos e acolhedores, conectados à identidade cultural da região. Entre os artistas responsáveis está Rogério Nobre, que utiliza a arte urbana para valorizar os símbolos da Amazônia e aproximar a população de suas raízes.
Trajetória artística
Natural de Monte Dourado, distrito de Almeirim, no Pará, Rogério teve os primeiros contatos com a arte na infância. Mesmo sem compreender totalmente o universo artístico, já demonstrava interesse por desenho, ilustração, animação e estamparia. "Desde muito novo eu gostava de desenhar e criar. Tinha interesse por ilustração, animação e outras formas de expressão visual", conta.
Foi após sua mudança para Macapá que o artista aprofundou seus conhecimentos e construiu sua trajetória profissional. Na capital amapaense, Rogério teve contato com artistas locais e nacionais, ampliando sua visão sobre as artes visuais e o grafite. "Foi em Macapá que realmente me descobri como artista. Conheci o trabalho de muitos artistas e me aproximei cada vez mais da arte urbana", afirma.
Conexão com a Amazônia
A conexão com a cultura amazônica se tornou uma das principais características de seus trabalhos. Elementos da fauna, da flora e das manifestações culturais da região aparecem com frequência em suas produções, reforçando o sentimento de pertencimento e valorização da identidade local.
O convite para integrar o projeto Amapá em Campo surgiu por meio do artista Nazareno Senn, que já participava das articulações iniciais da iniciativa. A partir daí, os dois passaram a colaborar no desenvolvimento dos layouts e na execução das pinturas. "Participar dessa iniciativa só acrescenta à nossa caminhada como artistas e cidadãos", destaca Rogério.
Inspiração cultural
Nas obras desenvolvidas para o projeto, Rogério buscou inspiração em elementos que representam a identidade cultural e ambiental da região, como o marabaixo, o pirarucu e a vegetação amazônica. "Eu me inspiro muito na nossa fauna e flora para desenvolver meus trabalhos. O marabaixo está presente porque faz parte da nossa identidade cultural. O pirarucu também é um símbolo muito forte da região", explica.
Para o artista, a iniciativa vai além da revitalização dos espaços urbanos. As pinturas ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento da população e a valorizar a cultura local. "Quando a comunidade se reconhece nas obras, o espaço ganha um novo significado. As pessoas passam a enxergar ali elementos que fazem parte da sua história, da sua cultura e da sua identidade", afirma.
Atualmente, Rogério segue atuando nas intervenções artísticas do projeto ao lado de outros artistas locais, contribuindo para transformar diferentes pontos da cidade em ambientes mais vivos, criativos e conectados com a realidade amazônica.
Sobre o Amapá em Campo
O Amapá em Campo é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica que utiliza o esporte como ferramenta de mobilização social para promover integração comunitária, valorização cultural e conscientização ambiental. O projeto transforma espaços públicos por meio da arte urbana, da participação popular e de ações sustentáveis, contribuindo para o fortalecimento dos territórios e para a construção de comunidades mais acolhedoras e conectadas com a realidade amazônica.



