Uma propaganda de uma casa de apostas exibida durante a Copa do Mundo de 2026 gerou forte polêmica na Argentina ao utilizar uma recriação digital do ídolo do futebol argentino Diego Maradona, falecido em 2020. O anúncio, que mostra Maradona incentivando os telespectadores a apostar, dividiu opiniões no país e levantou questões éticas sobre o uso de inteligência artificial para recriar a imagem de pessoas falecidas.
Campanha autorizada pelas filhas
A campanha publicitária foi autorizada pelas filhas de Maradona, que detêm os direitos de imagem do ex-jogador. No entanto, muitos fãs e críticos consideraram a iniciativa desrespeitosa, argumentando que Maradona jamais apoiaria jogos de azar, especialmente considerando suas próprias lutas contra o vício em drogas e álcool. A frase 'Ele jamais faria isso' tornou-se um dos principais bordões nas redes sociais argentinas.
Debate sobre ética na inteligência artificial
O caso reacendeu o debate sobre os limites éticos do uso de inteligência artificial para recriar pessoas falecidas. Especialistas apontam que, embora a tecnologia permita recriações cada vez mais realistas, é necessário estabelecer diretrizes claras para evitar a exploração da imagem de figuras públicas sem o devido respeito à sua memória e legado.
Além disso, a propaganda ocorre em um momento de crescente preocupação com o aumento de problemas relacionados a apostas na Argentina. Dados recentes indicam que o país tem registrado um aumento significativo no número de pessoas com vício em jogos de azar, o que torna a promoção de apostas ainda mais controversa.
A polêmica também levantou questionamentos sobre o papel das casas de apostas no esporte e a influência que propagandas como essa podem ter sobre os telespectadores, especialmente os mais jovens. Enquanto isso, as filhas de Maradona defendem a campanha, afirmando que ela honra a memória do pai e que ele sempre foi um defensor da inovação.



