A Apple está em negociações para adquirir chips de memória das fabricantes chinesas CXMT e YMTC, ambas incluídas em uma lista negra do Pentágono por suposto apoio às forças armadas de Pequim. A medida visa contornar a escassez global de memória, que tem elevado os preços dos produtos da empresa.
Contexto das negociações
De acordo com fontes próximas ao assunto, a Apple pretende utilizar esses componentes em aparelhos vendidos exclusivamente no mercado chinês. A escassez global de semicondutores afetou diversos setores, e a memória é um dos componentes mais críticos para a fabricação de iPhones e MacBooks.
Reação do governo dos EUA
O CEO da Apple, Tim Cook, tem apelado diretamente a autoridades dos EUA para minimizar as repercussões políticas da compra. No entanto, a iniciativa enfrenta forte resistência de defensores da segurança nacional, que veem a transação como um risco estratégico.
A CXMT e a YMTC foram adicionadas à lista negra do Pentágono em 2024, sob acusações de colaboração com as forças armadas chinesas. A Apple, por sua vez, argumenta que a compra é necessária para manter a competitividade no mercado chinês, onde a demanda por seus produtos continua alta.
Impacto no mercado
Analistas apontam que a escassez global de memória elevou os preços dos produtos Apple em até 15% no último trimestre. A empresa espera que a aquisição de chips chineses possa aliviar a pressão sobre os custos e garantir a oferta de produtos no país asiático.
Até o momento, a Apple não comentou oficialmente as negociações. O Pentágono também não se pronunciou sobre o lobby da empresa.



