Zelensky pede defesa aérea urgente na cúpula da Otan; aliança anuncia acordos de armas
Zelensky pede defesa aérea urgente na cúpula da Otan

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (7) que seu país precisa urgentemente de um sistema de defesa aérea para repelir os ataques aéreos da Rússia. A declaração ocorreu no início da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia, em meio ao quinto ano da guerra contra a Rússia.

Escassez de defesas aéreas e intensificação dos bombardeios

Nos últimos dias, Moscou intensificou os bombardeios contra Kiev, e a Ucrânia não conseguiu derrubar nenhum dos mísseis russos em um ataque ocorrido nesta semana, que causou a morte de 22 pessoas. A fala de Zelensky reflete a escassez de defesas aéreas ucranianas, que se tornou crítica diante da ofensiva russa.

Cúpula da Otan em Ancara com presença de Trump

A cúpula da Otan conta com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem pressionado os países-membros a assumirem uma maior parcela dos gastos conjuntos com Defesa, gerando tensões internas no bloco. Zelensky terá uma reunião bilateral com Trump na quarta-feira.

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Otan anuncia acordos de compras de armas

Em resposta à pressão, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou nesta terça novos acordos de compras de armas. “Podemos fazer mais quando agimos juntos. E precisamos fazer mais disso”, afirmou Rutte durante um fórum da indústria de defesa em Ancara. “Os aliados da Otan estão se unindo a novas coalizões multinacionais de aquisição. Isso realmente nos ajuda a obter mais do que vocês precisam em uma ampla gama de capacidades.”

Os acordos, mantidos em segredo para causar impacto na cúpula, incluem a compra de drones de vigilância da empresa norte-americana Northrop Grumman por países europeus, e a aquisição de aeronaves da sueca Saab pela Otan. Os EUA também negociam com Alemanha e outras nações a produção conjunta de mísseis na Europa para atender à alta demanda da defesa ucraniana, segundo fonte da Reuters. A medida surge da preocupação com a capacidade dos fabricantes americanos de atender à demanda, já que as guerras contra o Irã e na Ucrânia esgotaram os estoques dos EUA.

Rutte também anunciou que os aliados investirão mais de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 205,6 bilhões) nos próximos cinco anos em capacidades de combate a drones. Os anúncios ocorrem em meio às críticas frequentes de Trump à Europa por contribuições insuficientes para a defesa e por depender excessivamente dos EUA. Trump reforçou a mensagem em um vídeo no Truth Social, instando a Europa a gastar mais com sua própria defesa.

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