Trump usará lei da Guerra Fria para salvar indústria do carvão
Trump usará lei da Guerra Fria para salvar carvão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta quinta-feira que invocará poderes emergenciais da era da Guerra Fria para direcionar quase US$ 700 milhões à indústria carvoeira americana. A informação foi confirmada à Reuters por uma autoridade da Casa Branca e uma fonte do setor.

Detalhes do plano

Trump planeja usar a Lei de Produção de Defesa, uma legislação de 1950 que concede aos presidentes ampla autoridade sobre indústrias consideradas críticas para a segurança nacional. Os recursos serão usados para financiar reformas em mais de uma dúzia de usinas termelétricas a carvão, ajudar na construção de duas novas usinas e apoiar a criação de um terminal de exportação de carvão na Costa Oeste.

Contexto energético

O governo Trump enquadra a política energética como uma questão de segurança nacional, visando garantir energia elétrica para os data centers de inteligência artificial e reduzir a dependência de outros países. A programação pública da Casa Branca lista um anúncio de Trump às 15h (16h no horário de Brasília) sobre ‘Carvão Bonito e Limpo’.

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Reações

O plano atraiu condenação de defensores do meio ambiente. Patrick Drupp, diretor de políticas climáticas do Sierra Club, classificou a iniciativa como um subsídio financiado pelo contribuinte para uma indústria poluidora. ‘É nojento e repreensível que o presidente dos Estados Unidos esteja doando o dinheiro dos nossos contribuintes para usinas termelétricas a carvão mortais e caras’, afirmou Drupp, prometendo lutar contra a medida nos tribunais.

Por outro lado, Rich Nolan, presidente-executivo da Associação Nacional de Mineração, defendeu o financiamento. Segundo ele, a medida fortalecerá a produção de uma fonte de combustível que protege os consumidores da volatilidade dos preços da energia e atende à crescente demanda por eletricidade.

Declínio do carvão

O carvão, que em 1990 era responsável por mais da metade da geração de eletricidade nos EUA, hoje representa menos de um quinto, devido à migração das empresas de energia para o gás natural mais barato e fontes renováveis.

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