Pressão dos EUA força empresas estrangeiras a deixar Cuba
Pressão dos EUA força empresas a deixar Cuba

A pressão dos Estados Unidos, com ameaças de sanções, está provocando a retirada de empresas estrangeiras de Cuba. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, deu até sexta-feira para que companhias de outros países encerrassem negócios com o conglomerado econômico-militar Gaesa (Grupo de Administração Empresarial S.A.).

Empresas afetadas

A rede hoteleira espanhola Meliá, que operava 15 hotéis em parceria com o Gaesa, anunciou a saída da administração dessas unidades. Outras empresas, como a Iberostar e a mineradora canadense Sherritt, também estão reduzindo ou encerrando suas operações na ilha. A decisão ocorre após o ultimato do governo americano, que ampliou as sanções contra Cuba, acusando o Gaesa de corrupção e de desviar recursos do Estado.

Impacto econômico

A saída dessas empresas gera um impacto severo na economia cubana, já fragilizada por décadas de embargo e pela crise pós-pandemia. O setor de turismo, um dos principais pilares econômicos do país, sofre diretamente com a perda de parcerias internacionais. Além disso, a indústria de níquel, explorada pela Sherritt, também é afetada.

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O governo cubano criticou a medida, classificando-a como mais um ato de hostilidade dos EUA. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as sanções violam o direito internacional e prejudicam o povo cubano.

Contexto das sanções

Os EUA têm intensificado as sanções contra Cuba nos últimos anos, com o objetivo de pressionar o regime comunista. O Gaesa, controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias, é visto como um dos pilares do sistema econômico cubano. As sanções recentes miram diretamente suas operações comerciais, dificultando parcerias internacionais.

Empresas estrangeiras que mantêm vínculos com o Gaesa correm o risco de serem incluídas na lista negra do OFAC, o que pode restringir seu acesso ao sistema financeiro americano. Diante disso, muitas optam por se retirar para evitar represálias.

A situação deve se agravar nos próximos meses, com a possibilidade de novas sanções e a saída de mais companhias. Para Cuba, o cenário é de isolamento econômico crescente, enquanto os EUA mantêm a pressão por mudanças políticas na ilha.

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