A Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, já está em sua sexta fase e continua a revelar as intricadas conexões entre agentes públicos e o crime organizado no Rio de Janeiro. A investigação, que ganhou proporção ao longo do último ano e deste ano, tem como foco as articulações entre políticos e facções criminosas, especialmente o Comando Vermelho.
Origem da operação: vazamento de informações sigilosas
O ponto de partida da Operação Unha e Carne foi o vazamento de informações sigilosas que envolviam o empresário TH Joias e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. A ligação entre os dois políticos foi o estopim para o início das investigações, que rapidamente se expandiram para outras figuras públicas.
Fases da operação e principais alvos
Desde sua primeira fase, a operação já prendeu figuras de destaque, como o ex-prefeito de uma cidade do interior fluminense, Márcio Canella, e o próprio Rodrigo Bacellar. As investigações apontam que os esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro movimentaram mais de R$ 7,6 bilhões, com recursos desviados dos cofres públicos e usados para financiar atividades criminosas.
Conexão com o Comando Vermelho
Um dos aspectos mais graves revelados pela operação é a ligação direta entre integrantes do poder legislativo e a cúpula do Comando Vermelho. De acordo com a Polícia Federal, políticos negociavam vantagens e proteção em troca de apoio financeiro e logístico para a facção. As escutas telefônicas e quebras de sigilo bancário obtidas com autorização judicial comprovam a relação próxima.
Impacto político e social
A operação tem gerado forte repercussão no cenário político fluminense, com pedidos de cassação de mandatos e afastamento de suspeitos. Além disso, a população cobra medidas mais duras contra a corrupção e o crime organizado. A Polícia Federal afirma que novas fases devem ocorrer nos próximos meses, com foco em outros agentes públicos ainda não investigados.
Próximos passos da investigação
A sexta fase da Operação Unha e Carne está em andamento, e os investigadores buscam aprofundar as conexões financeiras entre políticos e facções. O montante de R$ 7,6 bilhões já identificado pode aumentar à medida que novas contas e transações forem analisadas. A PF também investiga a participação de empresários e servidores públicos nos esquemas.



